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Omã propõe gestão compartilhada do Estreito de Ormuz para reduzir tensão com o Irã

Plano apoiado por países do Golfo prevê administração regional da passagem marítima e cobrança voluntária de taxas para garantir a segurança da navegação

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EUA ameaçam cobrar pedágio no Estreito de Ormuz
Tensão em Ormuz motiva baixa na Bolsa brasileira • AFPTV/ AFP

O governo de Omã apresentou ao Irã uma proposta para criar um mecanismo regional de administração compartilhada do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo. A iniciativa prevê a cobrança voluntária de taxas de navegação e tem o apoio de outros países do Golfo, segundo informações da Reuters.

De acordo com uma fonte ouvida pela agência, a proposta impediria que o Irã exercesse controle exclusivo sobre a passagem, por onde circula uma parcela significativa do petróleo comercializado globalmente.

A iniciativa surge em meio ao aumento da tensão no Oriente Médio. Na segunda-feira (27), o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, discutiu a segurança do Estreito de Ormuz em conversas telefônicas com os chanceleres da Arábia Saudita e de Omã.

Em comunicado divulgado nesta terça-feira (28), o governo iraniano informou que os ministros trataram dos acontecimentos mais recentes na região e defenderam o fortalecimento da cooperação diplomática para ampliar a estabilidade.

Segundo Teerã, também foram discutidas medidas para reduzir a insegurança no Estreito de Ormuz, atribuída pelo governo iraniano às ações militares dos Estados Unidos. Até o momento, Arábia Saudita e Omã não se manifestaram sobre o conteúdo das conversas.

O diálogo ocorreu após a Arábia Saudita anunciar que interceptou drones lançados a partir do Iraque e atribuir a ação a grupos apoiados pelo Irã, aumentando as preocupações com uma possível escalada do conflito na região.

Também nesta terça-feira, o Exército da Jordânia informou ter abatido um drone que invadiu seu espaço aéreo. Segundo comunicado militar, a aeronave foi derrubada na região desértica do leste do país.

Após a interceptação dos drones, Omã intensificou os esforços diplomáticos para tentar reduzir as tensões entre Estados Unidos e Irã. O chanceler omanense, Badr Albusaidi, conversou com representantes do Irã, Arábia Saudita, Catar, Kuwait e Egito em busca de uma solução política para a crise.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores de Omã, as negociações buscam estabelecer entendimentos "práticos, justos e sustentáveis", garantindo a segurança da navegação no Estreito de Ormuz e preservando o fluxo do comércio internacional.

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