Objetos pessoais de Brigitte Bardot são leiloados em Paris
Arrecadação dos 285 objetos leiloados chega perto de um milhão de euros e serão destinados à Fundação Brigitte Bardot e para Nicolas-Jacques Charrier, filho único da atriz

Um leilão em Paris com 285 objetos pessoais da lendária atriz francesa Brigitte Bardot arrecadou, na última segunda-feira (21), cerca de milhão de euros, quase 20 vezes mais do que a estimativa inicial, segundo informações da casa Millon à AFP. A atriz morreu aos 91 anos, em dezembro do ano passado.
Entre os objetos, estão chapéu de palha e óculos que estavam nas duas residências que a atriz tinha em Saint-Tropez, no Sudeste francês, e em seu apartamento de Paris. Quase 3.000 pessoas, da França e de outros países, se registraram para participar do leilão.
Os 953.531 euros (5,5 milhões de reais) da venda serão destinados à Fundação Brigitte Bardot e para Nicolas-Jacques Charrier, filho único da estrela.
O leiloeiro, Alexandre Millon, comentou que "Brigitte Bardot foi, mais uma vez, uma formidável alquimista: transformou cerca de 50.000 euros de estimativas em quase um milhão de euros, custos incluídos".
Duas coleiras de cachorro da atriz, com uma placa de identificação em seu nome e o número de telefone da casa de La Madrague, avaliadas em 30 euros (175 reais) o conjunto, foram adquiridas por 9.400 euros (55 mil reais) por uma compradora russa.
Um autorretrato atingiu quase 40.000 euros (234 mil reais) e um lote de três bichos de pelúcia que representavam filhotes de foca foi vendido por 2.200 euros (12.280 mil reais).
A diretora-geral da Fundação Bardot, Ghyslaine Calmels, disse em entrevista à AFP que este leilão é uma continuação lógica da venda que a atriz organizou em 1987, usando o valor de seus objetos mais preciosos para criar uma fundação. “Hoje, sua luta contínua por meio desses leilões", acrescentou a diretora.
Dois dias antes do evento, o ex-marido da atriz, Bernard d’Ormale, criticou o leilão, que chamou de “escandaloso”.
"São objetos íntimos, por que fazer esta venda? Pelos animais? É uma piada [...] É uma falta de respeito à memória de Brigitte", criticou D'Ormale.
Ele disse não ter sido informado da operação. A fundação negou a fala, dizendo que a venda foi aprovada em junho, inclusive por D'Ormale, que presidia seu conselho de administração.
*Com AFP
Mariane Castro é estudante de jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais. Tem interesse nas áreas de cultura e pesquisa em jogos digitais e já atuou na Assessoria de Imprensa da UFMG. Atualmente, é estagiária de Minas, Brasil e Mundo na Rádio Itatiaia.



