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'O chão tremeu': moradores relatam como sentiram a operação militar dos EUA na Venezuela

Explosões, apagões e falta de informação marcaram a madrugada em Caracas e outras cidades, segundo testemunhos

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Ataques na Venezuela aconteceram na madrugada deste sábado (3)
Ataques na Venezuela aconteceram na madrugada deste sábado (3)

Moradores de Caracas e de outras cidades da Venezuela viveram horas de medo, confusão e incerteza após a operação militar dos Estados Unidos que terminou com a captura e a saída do país do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Relatos apontam explosões, apagões, ruas vazias e dificuldades de comunicação em meio a um clima de forte tensão.

Durante a madrugada deste sábado (3), a capital venezuelana e regiões próximas ficaram praticamente às escuras. Bombardeios, sobrevoo de aviões e incêndios foram descritos por quem estava nas ruas ou em casa. A falta de informações oficiais aumentou a ansiedade da população, que recorreu às redes sociais e a jornalistas no exterior para entender o que estava acontecendo, conforme relatos colhidos pelo site de notícias Infobae.

Em San Antonio de los Altos, cidade próxima a Caracas, a venezuelana Carmen afirmou que os ruídos foram menos intensos, mas a angústia foi a mesma. Ela destacou a falta de comunicação em várias áreas da capital e recomendou cautela, já que muitos evitam contato com pessoas fora do círculo familiar.

O clima de incerteza também chegou ao litoral. Em La Guaira, Gerardo disse que as ruas estavam vazias e que, apesar de chamados para manifestações, o mais seguro era permanecer em casa até a situação se estabilizar.

Já na região de Coche, próxima ao complexo militar de Fuerte Tiuna, Daniel descreveu uma madrugada de forte impacto. Ele afirmou que o chão chegou a tremer com as explosões e que os aviões passaram em baixa altitude sobre os prédios.

Enquanto isso, a televisão estatal exibiu apoiadores do chavismo reunidos no centro de Caracas pedindo o retorno de Maduro. Ao amanhecer, imagens feitas por moradores mostraram fumaça no horizonte e um silêncio incomum na cidade.

Repercussão

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump anunciou a captura de Maduro e informou que daria mais detalhes em uma coletiva de imprensa. O governo venezuelano classificou a ação como uma grave agressão militar e afirmou que alvos atingidos incluíram áreas nos estados de Miranda, La Guaira e Aragua, além do complexo militar de Fuerte Tiuna.

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, declarou que não sabia o paradeiro de Maduro e de Cilia Flores e cobrou provas de que ambos estariam vivos.

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Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.