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Nepal volta atrás e pede ajuda internacional após enchentes deixarem mais de 600 mortos

Chuvas intensas e nevoeiro suspenderam as buscas no Himalaia, enquanto o governo estima em até US$ 5 bilhões o custo para a reconstrução do país

Por e 
Nepal suspendeu as operações de busca e resgate • AFP

O governo do Nepal suspendeu temporariamente as operações de busca e resgate neste sábado (29) devido ao agravamento das condições meteorológicas, com forte chuva e nevoeiro na região do Himalaia. Paralelamente, em uma mudança de postura em relação aos dias anteriores, o país solicitou assistência técnica estrangeira especializada para lidar com os estragos causados por enchentes e deslizamentos devastadores na fronteira com a China.

Inicialmente, o Nepal havia recusado ofertas internacionais de suporte de campo, declarando que suas próprias forças de segurança conseguiriam gerenciar a tragédia. No entanto, diante da escala da crise provocada pelo colapso de uma geleira na última quarta-feira (26), as autoridades locais reconheceram limitações operacionais.

O país busca apoio específico para resgatar pessoas presas em túneis, reestruturar vias de transporte e comunicação, montar pontes provisórias e gerenciar a identificação de vítimas.

A enxurrada de rochas, gelo e lama destruiu edifícios, pontes e usinas hidroelétricas. Os dados atualizados da catástrofe revelam a dimensão do impacto, contabilizando 616 mortos confirmados e cerca de 2.500 pessoas desaparecidas, das quais 540 são estrangeiros, em sua maioria, peregrinos hindus vindos da Índia. A identificação das vítimas tem sido um desafio crítico, visto que apenas 7 dos 49 corpos levados ao hospital principal de Catmandu foram reconhecidos até o momento.

Devido ao avanço da decomposição das vítimas três dias após o desastre e ao consequente risco epidêmico, as autoridades distritais informaram que os corpos não identificados passarão por coleta de amostras de DNA e serão sepultados em espaços abertos. Enquanto isso, familiares continuam buscando parentes por meio de fotografias afixadas nos muros e portões das unidades de saúde.

A resposta internacional já começou a se movimentar para apoiar os afetados nos dois lados da fronteira. A Índia enviou cerca de 60 toneladas de suprimentos humanitários, como alimentos, medicamentos, cobertores e pastilhas de purificação de água, e planeja mobilizar equipes técnicas, forças de resposta a desastres e unidades médicas. A China também pediu cooperação internacional e o envio de ajuda emergencial para as regiões afetadas, mantendo equipes atuando no complexo de fronteira de Gyirong, onde mais de 500 pessoas continuam desaparecidas e o acesso precisa ser feito por cordas em virtude da destruição das estradas.

No campo econômico, o ministro das Finanças nepolês, Swarnim Wagle, declarou que as estimativas preliminares para a reconstrução da infraestrutura da nação de 30 milhões de habitantes variam entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões (aproximadamente R$ 20 a R$ 25 bilhões).

As autoridades permanecem em alerta quanto ao risco de novos alagamentos por conta de lagos represados na fronteira, embora o volume de água em um dos reservatórios monitorados por satélite tenha começado a diminuir gradualmente neste sábado.

*Com informações da CNN

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Giovanna Damião é jornalista da televisão, digital e do rádio. Desde 2020 como social media e redatora na televisão e, mais recentemente, atuando como apresentadora e repórter da editoria de cultura. Com versatilidade no jornalismo, caminha pela música, eventos, esportes e entretenimento.

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