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“Mulheres viram moeda de troca”, afirma Nadia Murad, ganhadora de Nobel e sobrevivente do Estado Islâmico

Vítima de abusos e de tráfico sexual humano, Nadia Murad veio ao Brasil na semana passada para o evento Rio Innovation Week

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Reprodução | Redes Sociais

Convidada para participar do Rio Innovation Week, a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2018, Nadia Murad, deu detalhes sobre como lida com os traumas gerados quando foi sequestrada e traficada pelo Estado Islâmico. Em entrevista ao jornal "O Globo", ela revelou que a violência sexual não é uma consequência dos conflitos, mas, que na realidade, mulheres são uma moeda de troca dentro desses cenários. "Mercados se abrem para vendê-las", apontou.

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Sequestro e livro

Pertencente ao grupo religioso yazidi, minoria no Oriente Médio, Nadia Murad foi, em agosto de 2014, capturada, sequestrada e traficada como escrava sexual após o Estado Islâmico invadir o distrito de Sinjar, no norte do Iraque. Na época ocorreu um genocídio, mais de 5 mil yazidis foram assassinados e mais de 9,5 mil crianças e mulheres foram escravizadas.

No mesmo ano, Nadia Murad, que na época tinha 21 anos, conseguiu escapar do local onde ela estava presa e foi contrabandeada para fora da área controlada pelo Estado Islâmico. Ela conseguiu asilo político na Alemanha, onde mora até os dias atuais.

Anos depois, em 2018, Murad criou a ONG "Nadia's Initiative" com o intuito de defender e ajudar de sobreviventes de violência sexual. Em 2019, ela publicou o livro de memórias "Que eu seja a última: Minha história de cárcere e luta contra o Estado Islâmico", onde conta como foi período traumático em que esteve capturada pelo grupo terrorista.

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Ana Luisa Sales é jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Na Itatiaia desde 2022, já passou por empresas como ArcelorMittal e Record TV Minas. Atualmente, escreve para as editorias de cidades, saúde e entretenimento