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Mulher é presa na França por manter cinco bebês mortos em casa

Investigação foi desencadeada no último domingo, quando a mulher precisou ser socorrida e levada ao hospital após dar à luz em casa

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Situação dos outros dois filhos menores do casal foi comunicada oficialmente aos serviços de proteção social locais • Foto por THIBAUD MORITZ / AFP

A polícia francesa prendeu, nesta quarta-feira (29), uma mulher de 32 anos suspeita de envolvimento na morte de cinco bebês. O caso veio à tona após o próprio companheiro da investigada encontrar os restos mortais guardados em caixas dentro do apartamento do casal, localizado na cidade de Orange, no sudeste do país.

A informação foi confirmada à agência AFP pela Promotoria de Carpentras, corroborando as primeiras apurações divulgadas pelo jornal Le Parisien. De acordo com o diário regional La Provence, a prisão ocorreu no momento em que a suspeita recebia alta hospitalar.

A investigação foi desencadeada no último domingo, quando a mulher precisou ser socorrida e levada ao hospital após dar à luz em casa. O parceiro alegou ter descoberto a gravidez de forma tardia. A partir da internação, o homem encontrou o corpo de um recém-nascido e os ossos de outros quatro no imóvel.

Detalhes da investigação e medidas tomadas

Inquérito criminal: a Justiça francesa instaurou formalmente uma investigação pelo crime de assassinato para apurar as circunstâncias e as causas das mortes.

Proteção aos sobreviventes: a Promotoria determinou o acolhimento provisório do recém-nascido que sobreviveu ao parto de domingo.

Assistência social: a situação dos outros dois filhos menores do casal foi comunicada oficialmente aos serviços de proteção social locais.

Contexto sobre o crime no país

Casos de homicídio de recém-nascidos não são inéditos na França. Especialistas e autoridades apontam que esse tipo de ocorrência frequentemente está associado a gestações indesejadas mantidas em segredo ou a quadros de alteração do discernimento psicológico da mãe.

O episódio mais grave de infanticídio registrado na história recente do país ocorreu em 2015, quando Dominique Cottrez foi condenada a nove anos de prisão pelo assassinato de oito filhos recém-nascidos. Na ocasião, o júri também reconheceu que a ré sofria de alteração da capacidade de discernimento.

Com informações de AFP

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