Morre Paul Alexander, 'o homem do pulmão de ferro', aos 78 anos
Americano contraiu poliomelite aos 6 anos e ficou paralisado desde 1952

Conhecido como o "homem do pulmão de ferro", Paul Alexander, morreu aos 78 anos nessa terça-feira (12). As informações foram divulgadas pela equipe que cuidava da sua página no site de financiamento coletivo GoFundMe. A página arrecadava doações para o tratamento do americano.
As principais suspeitas são de que Paul tenha morrido por complicações provocadas pela Covid-19. Paul ficou paralisado após ser acometido pela poliomelite em Dallas, no Texas, nos Estados Unidos, em 1952. Na época, o menino sobreviveu a um dos piores surtos da doença na história dos EUA. Ao todo foram mais de 58 mil casos, afetando na grande maioria as crianças.
Ele era uma das duas pessoas que ainda viviam dentro de uma máquina para respirar. Ela tem 2,1 metros de comprimento. A outra pessoa, Martha Lillard, que já passou 69 anos ao lado de sua "querida amiga" depois que também contraiu poliomielite quando criança. A máquina é uma cápsula hermética que suga o oxigênio por meio de pressão negativa, permitindo que os pulmões se expandam para que o paciente possa respirar.
Depois de anos melhorando a técnica de sapo, o homem ficou respirando sem o aparelho por 180 segundos e ganhou um animal de estimação por seu esforço. Caminhadas até o jardim e ar pura na varanda foram os locais mais longos que Paul conseguiu chegar sem ajuda do equipamento.
Vale lembrar, que a poliomelite é uma doença viral infecciosa que afeta principalmente a função respiratória do sistema nervoso central e pode causar fraqueza muscular e paralisia, como no caso de Paul. De acordo com o Ministério da Saúde, a doença contagiosa pode ser transmitida por meio do contato direto com fezes ou com secreções eliminadas pela boca das pessoas doentes e, em casos graves, pode acarretar paralisia nos membros inferiores.
A vacinação é a única forma de prevenção da doença, que foi amplamente erradicada em todo o mundo após a vacina que entrou em uso na década de 1950. Os principais sintomas da doença é febre, mal-estar, dor de cabeça, dor de garganta e no corpo. Em casos mais graves, espasmos, rigidez na nuca e meningite.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.











