Morre Ian Wilmut, cientista que criou ovelha clonada Dolly, aos 79 anos
Ovelha nomeada em homenagem à cantora Dolly Parton foi o primeiro mamífero clonado a partir de uma célula adulta

O cientista britânico Ian Wilmut morreu aos 79 anos, no domingo (10), conforme divulgado pela Universidade de Edimburgo. As pesquisas com participação do embriologista foram fundamentais criação da ovelha Dolly, primeiro mamífero clonado a partir de uma célula adulta.
Segundo informações da universidade na qual Wilmut era patrono, ele foi diagnosticado com Parkinson em 2018, quando já estava aposentado. "Sir Ian será lembrado por muito tempo por suas vastas contribuições ao campo da ciência e em toda a Universidade. Ele fará muita falta", publicaram no obituário do pesquisador.
As pesquisas conduzidas por Wilmut e Keith Campbell no instituto de pesquisa em ciências animais da Escócia levaram à criação de Dolly. A clonagem de uma ovelha a partir de um processo chamado de transferência nuclear de células somáticas (SCNT) causou polêmica na década de 1990, quando o animal foi criado e nomeado em homenagem à cantora country Dolly Parton.
Quem foi Ian Wilmot?
Nascido em 7 de julho de 1944, em Hampton Lucy, no Reino Unido, Ian Wilmot era filho de dois professores e começou a se interessar por biologia ainda na escola. Wilmot frequentou a Universidade de Nottingham para estudar agricultura, mas foi inspirado a se transferir para o estudo de ciências animais.
Os primeiros estudos do pesquisador, já na Universidade de Cambridge, tiveram foco na preservação do sêmem e de embriões por congelamento. A pesquisa da equipe do professor Christopher Polge levou ao nascimento de Frostie, primeiro bezerro nascido de um embrião congelado.
Após o sucesso de Dolly, Wilmot concentrou as pesquisas na clonagem para produção de células-tronco como parte da medicina regenerativa. Os estudos do britânico foram transferidos para a Universidade de Edimburgo em 2005. Ele recebeu o título de cavaleiro em 2008 e se aposentou da universidade em 2012.
Maria Clara Lacerda é jornalista formada pela PUC Minas e apaixonada por contar histórias. Na Rádio de Minas desde 2021, é repórter de entretenimento, com foco em cultura pop e gastronomia.
