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Milhares de pessoas vão às ruas reivindicar os direitos da Comunidade LGBT+ na Venezuela

Na Venezuela, não há casamento igualitário nem a possibilidade de mudar de identidade de gênero

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Dos 16 aos 24 anos, o porcentual de pessoas que se identifica como integrante da comunidade LGBT+ é de 18%.
Bandeira LGBTQIAPN+ • Pixabay

A Marcha do Orgulho reuniu, neste sábado (28), milhares de pessoas em Caracas, na Venezuela, que reivindicaram os direitos da comunidade LGBTQ+ no país. Na Venezuela não há casamento igualitário nem a possibilidade de mudar de identidade de gênero.

Uma multidão a pé, junto com caminhões e motocicletas, percorreu uma importante avenida da capital. "Sem discriminação", dizia um cartaz que um grupo carregava no início da mobilização.

"Eventos como este obviamente contribuem para nos dar mais visibilidade para continuar exigindo nossos direitos, que têm sido cada vez mais violados", disse à AFP Daisha Robinson, de 25 anos.

O governo de esquerda de Nicolás Maduro não se pronunciou sobre a marcha. O presidente afirmou em 2023 que apostava em uma "sociedade de aceitação da diversidade", embora até agora não haja nenhum projeto que proteja explicitamente a comunidade LGBTQ+ da discriminação.

Também não há dados oficiais sobre ataques, mas o Observatório Venezuelano de Violências LGBTIQ+ relatou cerca de 100 agressões contra a comunidade em 2024 e pelo menos 40 casos de discriminação.

"Ainda existe um preconceito e um estigma, sobretudo nas famílias", disse Rosmar Rodrigo, de 24 anos. "É muito difícil para as pessoas, por assim dizer, se expressarem."

Durante a marcha, ONGs realizaram rastreamentos de doenças sexualmente transmissíveis e distribuíram informações sobre métodos preventivos, também escassos na rede pública e muitas vezes alvo de estigma.

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