Justiça nos EUA reabre investigação sobre estupro coletivo em universidade de Nova York
Ex-aluna processa instituição de ensino e sete membros de fraternidade Chi Phi, da Universidade Cornell, alegando ter sido drogada e violentada em 2024

Promotores de Justiça dos Estados Unidos reabriram uma investigação sobre um estupro coletivo na Universidade de Cornell, localizada na cidade de Ithaca, em Nova York. A vítima, uma ex-aluna, afirmou em uma ação civil apresenta este mês que, em 2024, foi dograda e estuprada por sete membros de uma fraternidade, grupo social para estudantes homens.
Após a denúncia, Cornell fechou a fraternidade e suspendeu temporariamente todos os estudantes envolvidos. Posteriormente, vários deles foram expulsos.
O caso foi reaberto nessa segunda-feira (28), com novos detalhes sobre o crime, registrado em outubro de 2024. Segundo divulgado pela imprensa internacional, a vítima teria sido drogada com cetamina, um medicamento anestésico, agredida e estuprada. Os suspeitos seriam da fraternidade Chi Phi.
A Justiça dos EUA indica que a Universidade de Cornell foi indulgente com a ocorrência. O promotor Matthew Van Houten, do distrito do condado de Tompkins, em Nova York, disse planejar apresentar acusações criminais contra os sete homens.
Ele ainda acresentou que o escritório decidiu, em 2024, não processar o caso porque o depoimetno da vítima não estabelecia a falta de consentimento, mas que agora resolveu fazê-lo à luz de novas alegações.
"Reconheço a realidade de que vítimas de agressões sexuais podem precisar de anos de terapia e recuperação para processar plenamente e compreender o que lhes aconteceu", escreveu Van Houthen em comunicado.
A vice-presidente de relações universitárias de Cornell, Kyle Kimball, afirmou que a unidade de enisno apoia a decisão de reabrir a investigação. Mas, rejeitou a alegação, formulada na ação civil, de que teria sido oferecida aos suspeitos a oportunidade de escrever redações para reparar a conduta deles.
A ação civil possui 101 páginas e traz detalhes sobre a agressão contra a vítima, que permanece com a identidade protegida. A queixa indica que a mulher sofreu "graves transtornos emocionais e psicológicos" e busca uma indenização financeira da instituição e dos sete suspeitos.
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.



