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Justiça dos Estados Unidos emite ordem de prisão a ex-presidente cubano Raúl Castro

Decisão foi anunciada pelo procurador-geral do estado da Flórida, James Uthmeyer, nesta segunda-feira (19); processos contra Castro são relativos a acusações registradas em fevereiro de 1996, quando dois aviões dos EUA foram derrubados

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O ex-presidente de Cuba Raúl Castro, em Santiago de Cuba, 1 de janeiro de 2019
O ex-presidente de Cuba Raúl Castro, em Santiago de Cuba, 1 de janeiro de 2019 • Yamil LAGE / AFP

A Justiça dos Estados Unidos emitiu, nesta segunda-feira (19), uma ordem de prisão contra o ex-presidente de Cuba, Raúl Castro. A medida é parte do processo que corria na Justiça da Flórida contra Castro por homicídio.

O homem, de 94 anos, também responde por crimes de destruição de aeronave e conspiração para matar cidadãos dos EUA. As acusações são relativas a um episódio de fevereiro de 1996, quando Raúl Castro era ministro da Defesa do irmão, Fidel Castro.

A ordem de prisão foi anunciada pelo procurador-geral do estado da Flórida, James Uthmeyer: "Raúl Castro ordenou o assassinato premeditado, sancionado pelo Estado, de quatro moradores da Flórida, a sangue-frio. A Flórida jamais deixará de buscar a responsabilização pelos casos de Carlos Costa, Pablo Morales, Mario de la Peña e Armando Alejandre Jr.", declarou.

O regime cubano, atualmente comandado por Miguel Díaz-Canel não havia se pronunciado até a última atualização desta reportagem.

A decisão da Justiça dos EUA acontece em um momento em que Washington vem pressionando Havana para uma mudança de regime. Os países vêm travando negociações, em meio a temores de uma invasão de forças estadunidenses à ilha — que vem sofrendo apagões por conta do colapso da economia motivado por sanções dos Estados Unidos.

Processos contra Raúl Castro

Os processos aos que Raúl Castro responde na Justiça dos EUA remonta ao dia 24 de fevereiro de 1996, quando dois aviões pertencentes à organização "Hermanos al Rescate" foram abatidos por caças MiG das Forças Armadas cubanas.

As aeronaves realizavam uma operação ligada ao monitoramento e auxílio de cubanos que tentavam deixar a ilha por via marítima em direção aos Estados Unidos. Segundo a acusação estadunidense, os aviões estavam desarmados e foram interceptados antes de serem derrubados sobre águas internacionais no estreito da Flórida.

Ao todo, quatro pessoas morreram na ação. Uma terceira aeronave, que transportava José Basulto, fundador e líder da organização, conseguiu escapar. Desde então, familiares das vítimas e grupos do exílio cubano defendiam responsabilização criminal direta de integrantes da liderança cubana da época.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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