Jornal dos EUA retrata avanço do PCC em meio a ofensiva do país contra facção
‘The Wall Street Journal’ compara o Primeiro Comando da Capital com a mafia italiana e diz ser ‘potência global da cocaína’

Uma manchete publicada nessa segunda-feira (20) pelo estadunidense “The Wall Street Journal” retratou o Primeiro Comando da Capital (PCC) como uma “potência global da cocaína” em meio a avanços do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra a facção que nasceu no Brasil.
O jornal descreve o PCC como uma facção que surgiu nos presídios brasileiros e que “está se tornando rapidamente uma das maiores organizações criminosas do mundo, remodelando o fluxo global de cocaína da América do Sul para os portos mais movimentados da Europa e se infiltrando nos Estados Unidos”.
O “Wall Street Journal” comparou o PCC às máfias italianas quanto à organização dos grupos e entrevistou o procurador Lincoln Gakiya, principal nome atrelado à investigação do comando no Brasil.
Segundo Lincoln, “o PCC se tornou um grupo verdadeiramente transnacional. Acredito que seja atualmente a organização criminosa que mais cresce no mundo”.
Um organograma apresenta uma possível hierarquia entre os criminosos pertencentes à facção, divulgado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo, e suas divisões nacionais e internacionais.
No dia 27 de março, uma reportagem do também estadunidense “The New York Times” revelou que integrantes do governo de Trump consideravam inserir o PCC e o Comando Vermelho (CV) na lista de organizações terroristas estrangeiras. Desde o início do novo mandato de Trump, em janeiro de 2025, 27 organizações foram adicionadas à lista.
Um relatório do Departamento de Estado dos Estados Unidos também incluiu o Brasil na lista de países considerados como as principais fontes de substâncias químicas para a produção de drogas em nível global.
O Brasil aparece junto a países como China, Venezuela, Coreia do Norte, Colômbia, Índia, México, Bolívia, Afeganistão e Tailândia. Segundo o Departamento, o país atua como fornecedor de matéria-prima para a produção de entorpecentes em diversos continentes, incluindo países vizinhos da América do Sul.
(Sob supervisão de Fabrício Lima)
Gustavo Monteiro é estagiário do Portal Itatiaia e estudante de jornalismo na UFMG. Natural de Santos-SP, possui passagens pela Revista B&R e Secretaria do Estado de Minas de Comunicação Social.



