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Israel denuncia homicídio 'antissemita' de rabino israelense-moldavo nos Emirados

Não foram dados detalhes sobre o local onde o corpo foi encontrado, as circunstâncias em torno do assassinato ou a identidade dos suspeitos

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Tzvi Kogan

Israel tachou, neste domingo (24), de um "ato odioso de terrorismo antissemita" o homicídio de um rabino de dupla nacionalidade israelense e moldava nos Emirados Árabes Unidos.

"O Estado de Israel usará todos os meios ao seu alcance para garantir que seja feita justiça e que os responsáveis por sua morte prestem contas", acrescentaram.

Não foram dados detalhes sobre o local onde o corpo foi encontrado, as circunstâncias em torno do assassinato ou a identidade dos suspeitos.

"O Estado de Israel usará todos os meios e aplicará todo o peso da lei sobre os assassinos de Tzvi Kogan e de quem os enviaram", reagiu Netanyahu.

Em um vídeo divulgado por seu gabinete por ocasião de um conselho de ministros, o primeiro-ministro qualificou o homicídio como um "atentado terrorista antissemita abjeto".

Tzvi Kogan era um emissário do Chabad Lubavitch, um movimento ultraortodoxo hassídico que busca reforçar a identidade judaica e aproximar os judeus de sua fé no mundo, segundo a imprensa israelense.

Tzvi Kogan foi "assassinado por terroristas após ter sido sequestrado na quinta-feira", informou o Chabad Lubavitch na rede social X.

As autoridades emiradenses mantiveram um estrito hermetismo sobre o assassinato e não fizeram comentários a respeito.

O gabinete de Netanyahu informou, no sábado, que o Mossad, o serviço israelense de inteligência externa, tinha aberto uma investigação para esclarecer o caso.

Os Emirados Árabes Unidos são um dos países árabes que normalizaram as relações com Israel com os acordos de Abraão, de 2020, promovidos pelo então presidente americano Donald Trump em seu primeiro mandato.

"Este desprezível ataque antissemita nos lembra a desumanidade dos inimigos do povo judeu", escreveu o presidente israelense, Isaac Herzog, no X.

O ministro israelense da Defesa, Israel Katz, denunciou, por sua vez, "um crime terrorista antissemita covarde e desprezível".

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