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Irã usa bombas de fragmentação contra Israel; saiba o que são e perigos

Bombas de fragmentação podem ser utilizadas como estratégia para enfraquecer Israel

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Uma mulher observa de uma janela enquanto equipes de resgate e forças de segurança inspecionam um apartamento danificado no andar de cima, após o prédio ter sido atingido por um ataque de míssil iraniano em Ramat Gan, nos arredores de Tel Aviv, na madrugada de 18 de março de 2026 • Foto por ILIA YEFIMOVICH / AFP

O Irã utilizou bombas de fragmentação nos ataques em retaliação à morte do chefe de Segurança do país, Ali Larijani. Elas foram lançadas a algumas localidades de Israel, incluindo Tel Aviv.

O país tem utilizado cada vez mais esse tipo de armamento, também chamado de munição cluster. O objetivo, segundo a CNN, é penetrar nas defesas aéreas sofisticadas de Israel.

Usar esse tipo de armamento em áreas povoadas é proibido pelo direito humanitário internacional, uma vez que são indiscriminadas. No ano passado, na guerra de 12 dias contra Israel, o Irã foi acusado de violar o direito internacional ao utilizar o armamento. Israel também recebeu acusações semelhantes em 2006, na Guerra do Líbano.

O que são bombas de fragmentação?

Existem vários tipos de bombas de fragmentação. Elas podem ser lançadas de aeronaves ou de sistemas de lançamentos múltiplos de foguetes. Esse tipo de armamento conta com dezenas de submunições menores, que podem ser lançadas ao ar ou solo e que se espalham por uma grande área.

O uso desse tipo de armamento representa um desafio às defesas aéreas de Israel, que enfrentam dificuldades de deter as submunições devido ao tamanho e tempo curto de interceptação.

Estratégia e impacto

O uso desse tipo de armamento por parte do Irã é estratégico, causando uma sobrecarga nas defesas israelenses. Além de passar pelas defesas aéreas do país, as bombas de fragmentação podem ajudar na redução do estoque de interceptadores de mísseis de Israel.

No dia 9 de março, dois homens morreram em ataques com uso de munições cluster. O impacto percorreu cerca de 12km e também feriu uma pessoa que caminhava em uma cidade vizinha.

Perigos

As forças isralenses têm procurado comunicar o perigo dessas submunições ao público israelense, recomendando a estadia em abrigos por vários minutos após o toque das sirenes diminuir e até que seja dado o sinal de liberação.

Além disso, autoridades também apontaram para os riscos de se aproximar das submunições não detonadas. Elas podem explodir como granadas e são extremamente perigosas, podendo causar danos em áreas extensas.

Ataques no Irã

Os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã começaram no dia 28 de fevereiro. Segundo o presidente Donald Trump, o objetivo era acabar com a “ameaça” iraniana. Em um dos ataques, o aiatolá Ali Khamenei foi morto.

Em retaliação, o Irã realiza ataques a todo o Golfo Pérsico. Mais de 2 mil pessoas morreram desde o início do conflito.

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Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.