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Irã confirma morte de comandante responsável por fechar Estreito de Ormuz

Exército israelense havia comunicado a morte do comandante naval Alireza Tangsiri após ação movida pelo país

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Comandante naval do Irã, Alireza Tangsiri, morto pelo exército de Israel
Comandante naval do Irã, Alireza Tangsiri, morto pelo exército de Israel • Reprodução / Tasnim News Agency

O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) confirmou nesta segunda-feira (30) a morte do comandante naval Alireza Tangsiri. A informação foi divulgada quatro dias após Israel afirmar ter matado o militar.

Na semana passada, o Exército israelense havia anunciado a operação, destacando que ele foi peça-chave no bloqueio do Estreito de Ormuz, canal estratégico por onde passa grande parte do petróleo exportado pelo Oriente Médio.

"Na noite passada, em uma operação precisa e letal, o Exército eliminou o comandante da Marinha da Guarda Revolucionária, Tangsiri, ao lado de outros oficiais do comando naval", disse Israel Katz, ministro da Defesa de Israel, por meio de um vídeo.

"O homem diretamente responsável pela operação terrorista de instalação de minas e bloqueio do Estreito de Ormuz para a navegação foi explodido e eliminado", acrescentou.

O IRGC afirmou estar “acostumado” a perdas desse tipo e destacou que a marinha segue atacando forças inimigas e mantendo o controle do estreito, mesmo após a morte do comandante, informou a Tasnim.

O Estreito de Ormuz se tornou um ponto central no conflito por conta de sua importância para a economia global. A região, dominada pelo governo iraniano, é responsável por 20% do tráfego de petróleo e gás natural de todo o globo, o que levou ao escalonamento dos preços do hidrocarboneto nas bolsas globais.

“Quanto mais tempo levar para o conflito cessar e a reconstrução começar efetivamente, porque depois do conflito não vai voltar tudo ao normal, afinal, não só o Irã, mas vários países da região tiveram sua infraestrutura de produção de energia, de gás, petróleo, diesel, refinarias comprometidas”, dimensiona o pesquisador do Núcleo de Prospecção e Inteligência Internacional da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Leonardo Paz, sobre o impacto do conflito no Oriente Médio.

“Tem possibilidade de reconstrução, então a gente não sabe quanto tempo isso vai levar ainda para reconstruir, quantas mais vão vão quebrar”, completa. Os Estados Unidos e Israel promoveram ataques em diversos pontos de produção energética iranianos no decorrer do conflito.

Sobre o aumento dos preços do combustível, o professor alerta que “quando os estoques acabarem, ou chegarem próximos do fim, o impacto vai ser muito maior, porque a preocupação de todo mundo vai ser ficar sem petróleo”. Os aumentos dos valores, no momento, seriam a iminência da possibilidade de ficar sem o recurso.

*Com informações da CNN

(Sob supervisão de Alex Araújo)

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Gustavo Monteiro é estagiário do Portal Itatiaia e estudante de jornalismo na UFMG. Natural de Santos-SP, possui passagens pela Revista B&R e Secretaria do Estado de Minas de Comunicação Social.