Houthis atacam Áden e Arábia Saudita em retaliação a bombardeios que deixaram 16 mortos no Iêmen
Grupo extremista reivindica ofensiva contra bases militares e infraestrutura petrolífera; escalada de tensão leva EUA a evacuarem diplomatas do território saudita

Os houthis, grupo extremista do Iêmen, anunciaram neste sábado (24) um ataque contra a cidade de Áden, sede provisória do governo reconhecido internacionalmente e apoiado pela Arábia Saudita. O grupo afirmou que a ação é uma resposta a bombardeios sauditas que deixaram 16 mortos em Sanaa e no porto de Hodeida.
O ataque reforça a escalada da guerra no Iêmen. A tensão regional se intensificou após os bombardeios de Estados Unidos e Israel contra o Irã em fevereiro.
Pouco antes de explosões atingirem Áden, a Arábia Saudita interceptou dois mísseis lançados contra as cidades de Taif e Yanbu. Em seguida, os houthis reivindicaram a autoria dos disparos em solo iemenita.
O porta-voz houthi, Yahya Saree, afirmou que os alvos foram a base naval de Áden e o acampamento militar de Al Nasr. Saree disse ainda que o grupo atacou três aeroportos, duas instalações petrolíferas, um oleoduto e uma base aérea na Arábia Saudita em 24 horas.
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A emissora houthi, Al Masirah TV, denunciou vítimas civis por bombardeios sauditas. Um ataque em Sanaa matou quatro pessoas em uma casa. Outra ação atingiu o alojamento de uma fábrica de cimento, matando seis mulheres e uma criança. Em Hodeida, cinco membros de uma mesma família morreram.
A defesa civil saudita emitiu alertas de perigo para quatro regiões, incluindo Meca, orientando os moradores a buscarem abrigos. Os avisos foram suspensos minutos depois.
A guerra no Iêmen estava praticamente congelada desde a trégua de 2022. No entanto, o confronto foi retomado em julho, quando os houthis tomaram a costa do Mar Vermelho em uma ofensiva relâmpago.
Os novos ataques voltam a pressionar os mercados de petróleo. No início do mês, uma investida contra o aeroporto de Riade deixou 13 mortos.
Diante das ameaças, os Estados Unidos mandaram evacuar diplomatas não essenciais da Arábia Saudita. Enquanto isso, Egito, Reino Unido e França ofereceram apoio militar para proteger o reino saudita.
*Com AFP
Mariane Castro é estudante de jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais. Tem interesse nas áreas de cultura e pesquisa em jogos digitais e já atuou na Assessoria de Imprensa da UFMG. Atualmente, é estagiária de Minas, Brasil e Mundo na Rádio Itatiaia.



