Homens que mantêm interesse sexual acima dos 40 anos vivem mais, diz estudo
Pesquisa mostrou que falta de interesse sexual é um fator de riscos para mortalidade em homens com mais de 40 anos

Homens com mais de 40 anos vivem mais quando mantêm interesse sexual. É o que diz um estudo da Universidade de Yamagata, no Japão, que analisou a relação entre interesse sexual e mortalidade.
Publicada em uma revista científica chamada “Plos One” em dezembro do ano passado, a pesquisa - “Associação entre falta de interesse sexual e mortalidade por todas as causas em uma população geral japonesa: o estudo observacional prospectivo de Yamagata” - ganhou repercussão na imprensa internacional apenas neste mês.
Os dados apontam que homens com mais de 40 anos com falta de interesse sexual estão mais propensos a morrer. "O interesse sexual é essencial para manter relações sexuais positivas e função sexual, que foram recentemente reconhecidas como importantes indicadores de boa saúde e qualidade de vida", destaca parte do texto.
Ao todo, 20.969 exames de indivíduos - sendo 8.558 homens e 12.411 mulheres - foram analisados. Porém, os resultados da pesquisa não se aplicam a pessoas do sexo feminino.
O interesse sexual foi levantado por meio de um questionário, que obteve respostas de 7.668 homens e 11.386 mulheres, com média de idade de 64,2 e 61,6 anos, nesta sequência.
Dos respondentes (todos heterossexuais), 8,3% homens e 16,1% disseram não ter interesse sexual. Durante o período de análise, que foi de 9 anos, os pesquisadores constataram que 503 pessoas morreram - 356 homens e 147 mulheres.
Destas, 67 mortes foram em decorrência de doenças cardiovasculares e 162 de câncer. Ao observar os questionários, foi constatado que homens que morreram - em sua maioria - não tinham interesse sexual.
Dentre as doenças, estão câncer, hipertensão, diabetes, dislipidemia, tabagismo, etilismo, IMC, educação, estado civil, frequência do riso e sofrimento psicológico. Para quem fumava, bebia, tinha problema psicológico, não ria muito e tinha pouco estudo, as porcentagens foram ainda mais altas. Por outro lado, a falta de interesse sexual não foi relacionada com a mortalidade cardiovascular.
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