Belo Horizonte
Itatiaia

Homens que mantêm interesse sexual acima dos 40 anos vivem mais, diz estudo

Pesquisa mostrou que falta de interesse sexual é um fator de riscos para mortalidade em homens com mais de 40 anos

Por
Homens sem interesse sexual morreram em decorrência de várias doenças
Homens sem interesse sexual morreram em decorrência de várias doenças  • Ilustrativa | Pixabay

Homens com mais de 40 anos vivem mais quando mantêm interesse sexual. É o que diz um estudo da Universidade de Yamagata, no Japão, que analisou a relação entre interesse sexual e mortalidade.

Publicada em uma revista científica chamada “Plos One” em dezembro do ano passado, a pesquisa - “Associação entre falta de interesse sexual e mortalidade por todas as causas em uma população geral japonesa: o estudo observacional prospectivo de Yamagata” - ganhou repercussão na imprensa internacional apenas neste mês.

Os dados apontam que homens com mais de 40 anos com falta de interesse sexual estão mais propensos a morrer. "O interesse sexual é essencial para manter relações sexuais positivas e função sexual, que foram recentemente reconhecidas como importantes indicadores de boa saúde e qualidade de vida", destaca parte do texto.

Ao todo, 20.969 exames de indivíduos - sendo 8.558 homens e 12.411 mulheres - foram analisados. Porém, os resultados da pesquisa não se aplicam a pessoas do sexo feminino.

O interesse sexual foi levantado por meio de um questionário, que obteve respostas de 7.668 homens e 11.386 mulheres, com média de idade de 64,2 e 61,6 anos, nesta sequência.

Dos respondentes (todos heterossexuais), 8,3% homens e 16,1% disseram não ter interesse sexual. Durante o período de análise, que foi de 9 anos, os pesquisadores constataram que 503 pessoas morreram - 356 homens e 147 mulheres.

Destas, 67 mortes foram em decorrência de doenças cardiovasculares e 162 de câncer. Ao observar os questionários, foi constatado que homens que morreram - em sua maioria - não tinham interesse sexual.

Dentre as doenças, estão câncer, hipertensão, diabetes, dislipidemia, tabagismo, etilismo, IMC, educação, estado civil, frequência do riso e sofrimento psicológico. Para quem fumava, bebia, tinha problema psicológico, não ria muito e tinha pouco estudo, as porcentagens foram ainda mais altas. Por outro lado, a falta de interesse sexual não foi relacionada com a mortalidade cardiovascular.

Por

A Rádio de Minas. Tudo sobre o futebol mineiro, política, economia e informações de todo o Estado. A Itatiaia dá notícia de tudo.