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Greve que mantém Torre Eiffel fechada pode ser a maior da história; entenda o motivo

Monumento de Paris está com as portas fechadas desde segunda (19); trabalhadores denunciam falta de manutenção

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Normalmente, as luzes da torre Eiffel são acesas no pôr do sol e permanecem iluminadas até 1h da manhã.
Normalmente, as luzes da torre Eiffel são acesas no pôr do sol e permanecem iluminadas até 1h da manhã. • Pixabay/ banco de imagens

A Torre Eiffel seguirá fechada neste sábado (24) devido à greve dos trabalhadores. De portas fechadas desde segunda-feira (19), os funcionários do monumento parisiense denunciam que a torre está em risco por falta de manutenção. Se prosseguir além de domingo, será a maior greve da história do monumento.

As representações sindicais dos funcionários do símbolo de Paris convocaram uma greve para 'denunciar a gestão atual'. O fechamento da torre deixou muitos visitantes frustrados, sobretudo os turistas que vão a Paris pela primeira vez.

Quando projetou o monumento há 135 anos, o engenheiro Gustave Eiffel deixou a instrução de renovar a pintura da torre a cada sete anos, uma vez que isto 'é o elemento essencial para a conservação de uma estrutura metálica'.

Os trabalhadores denunciam a falta de manutenção e um atraso em sua 20ª campanha de pintura, iniciada em 2019.

Na manhã deste sábado (24), será realizada uma nova assembleia geral para decidir se o protesto deve continuar. Caso prossiga além de domingo, será a greve mais longa da história recente da Torre Eiffel. No outono de 1998, o emblemático monumento parisiense permaneceu fechado por seis dias e meio.

'Existem inúmeros pontos de corrosão, sinais de uma preocupante deterioração do monumento', afirmaram os sindicatos, que também apontam a responsabilidade da empresa que gere a torre, SETE, e da cidade de Paris, acionista majoritária da empresa e proprietária do monumento.

'Em muito bom estado'

Em resposta a greve dos sindicatos, a prefeitura parisiense afirmou que o monumento 'está em muito bom estado', enquanto a SETE afirma que a atual campanha de pintura não terminou e que 'restam 40%'.

O presidente da empresa que gere a Torre Eiffel, Jean-François Martins, disse 'a pintura está deteriorada, não a estrutura'.

Os sindicatos também criticam a prefeitura de Paris que, segundo eles, impõe um modelo de negócio 'insustentável' devido a um desequilíbrio entre o valor das receitas e os gastos, exacerbado pela crise da covid-19.

Nesta sexta, 'a assembleia geral dos funcionários votou por continuar a greve', confirmaram os sindicatos em um comunicado.

O delegado sindical da CGT, Stéphane Dieu, disse à AFP que a mobilização continuaria porque o único avanço alcançado na quinta-feira (22) foi que a prefeitura se sentasse à mesa de negociações.

Os sindicatos explicaram que esperam 'avanços concretos no modelo econômico geral' e não apenas 'tentativas de desviar o debate para questões salariais, algo que os trabalhadores rejeitam'.

O monumento recebeu 6,3 milhões de visitantes em 2023, número maior que em 2019, antes da pandemia.

*Com informações da AFP

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde