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Furacão Milton pode ser classificado na 'categoria 6'? Entenda como mudanças climáticas podem mudar escala

A escala Saffir-Simpson de furacões só vai até a categoria 5, mas pesquisadores defendem ampliá-la devido ao aquecimento global; previsão é que fenômenos intensos fiquem cada vez mais frequentes

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Inicialmente previsto para ser o mais catastrófico desde 1878, o fenômeno foi rebaixado para categoria 3 antes depois de entrar em contato com águas mais frias • AFP

O furacão Milton, previsto para atingir a costa da Flórida, nos Estados Unidos, nesta quarta-feira (9), é um dos mais fortes da história no Oceano Atlântico. O fenômeno já atingiu ventos de 290 km/h, com rajadas de 320 km/h. As informações foram divulgadas pela MetSul.

A intensidade, considerada "monstruosa", foi classificada na categoria 5 - a mais forte da escala Saffir-Simpson de furacões. Especialistas afirmam que o furacão Milton atingiu uma força tão grande que chegou até a chamada "máxima intensidade potencial" - maior que um furacão pode chegar.

"Se uma categoria 5 significa ‘esperar consequências catastróficas’, o que significaria a categoria 6?", afirmou a Liz Ritchie-Tyo, professora de ciências atmosféricas na Universidade Monash da Austrália.

Porém, mesmo se os furacões de categoria 6 existissem, o Milton não seria um deles. A velocidade máxima do furacão Milton foi de 290 km/h, já a velocidade mínima da categoria 6 seria 310 km/h, segundo os pesquisadores que defendem a sua criação.

Mas, ao longo das últimas décadas, quantas tempestades preencheriam este critério? Apenas o furacão Patrícia, que atingiu o México em 2015, já atingiu a velocidade pretendida para a nova categoria. Na época, o fenômeno alcançou ventos de 346 km/h.

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Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.