EUA confirmam transmissão ao vivo de execução por fuzilamento de homem que atacou Fort Hood
Ação autorizada pelo presidente Donald Trump marcará a primeira execução militar nos EUA desde 1961 e será exibida ao público por decisão da Defesa

A execução por fuzilamento do ex-psiquiatra do Exército americano Nidal Hasan será transmitida ao vivo nos Estados Unidos, informou um oficial do Pentágono nesta quinta-feira (8). Os detalhes técnicos do procedimento ainda não foram divulgados.
A confirmação ocorre após o secretário de Defesa, Pete Hegseth, declarar que a punição ocorreria publicamente. Em declarações ao ativista conservador Jack Posobiec, veiculadas em vídeo divulgado pelas contas oficiais do Pentágono no X, Hegseth afirmou que o condenado será executado por um pelotão de fuzilamento e que o governo garantirá o acesso do público como testemunha.
No início da semana, o Pentágono confirmou que o presidente Donald Trump aprovou a aplicação da pena capital. Agendada para 3 de dezembro, esta será a primeira execução realizada pelas Forças Armadas americanas desde 1961, e a primeira por pelotão de fuzilamento militar desde a Segunda Guerra Mundial.
O ataque em Fort Hood
Em 2009, Hasan invadiu a base militar de Fort Hood, no Texas, deixando 13 mortos, entre eles 12 soldados, e 30 militares feridos. A ação só foi contida após o atirador ser atingido por uma policial civil, o que lhe causou paralisia parcial.
Condenado à morte por um júri militar em 2013 por atuar motivado pela Al-Qaeda, Hasan assumiu a própria defesa durante o julgamento. Ele não apresentou testemunhas, abstave-se de depoimentos e não contestou as acusações. Durante o processo, ficou documentado sua oposição às missões militares americanas no Iraque e no Afeganistão, além de contatos com o clérigo radical Anwar al-Awlaki, morto posteriormente em uma operação de drones no Iêmen.
Contexto internacional e histórico
De acordo com o Centro de Informações sobre a Pena de Morte, o Exército americano executou 135 soldados desde 1916.
No cenário internacional, execuções públicas são raras. Dados da Anistia Internacional apontam o registro de 17 execuções públicas em 2025, concentradas no Irã (11 casos) e no Afeganistão (6 casos).
Alex Araújo é formado em Jornalismo e Relações Públicas pelo UniBH e tem pós-graduação em Comunicação e Gestão Empresarial pela PUC Minas. Trabalhou em agência de publicidade, assessoria de imprensa, universidade, jornal Hoje em Dia e portal G1, onde permaneceu por quase 15 anos.



