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Estreito de Ormuz: saiba quais países estão autorizados a passar pelo local

Ministro iraniano afirmou, nessa segunda-feira (16), que foi procurado por alguns países que pediam passagem pelo estreito; ele afirmou que a rota está aberta a todos, exceto aliados dos EUA

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Transporte de 20% do petróleo global é feito pelo Estreito de Ormuz, no Irã
Estreito de Ormuz • Google Street Views

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou à emissora americana CBS que o Estreito de Ormuz está aberto a todos os países, com exceção daqueles que são aliados dos Estados Unidos. Porém, quais países são esses?

O Estreito de Ormuz é uma importante rota marítima controlada pelo Irã. Cerca de 20% do petróleo mundial passa pela rota, que está fechada desde o dia 2 de março, logo após os ataques de Israel e dos Estados Unidos contra Teerã.

Naquele dia, o general Ebrahim Jabari, da Guarda Revolucionária do Irã, anunciou o fechamento do estreito e que se alguma embarcação tentasse passar, seria incendiada. A medida causou uma disparada nos preços do petróleo.

Segundo a emissora catari Al Jazeera, os países que estão permitidos de passar pelo estreito são:

  • Paquistão - um navio-tanque chamado Karachi cruzou o estreito no domingo (15).
  • Índia - alguns navios indianos atravessaram o estreito no fim de semana, segundo o embaixador do Irã na Índia, Mohammad Fathali.
  • Turquia - um navio de propriedade turca que aguardava em uma área próxima ao Irã foi autorizado a atravessar o estreito, disse o ministro turco dos Transportes e Infraestrutura, Abdulkadir Uraloglu.
  • China - A China está em negociações para permitir a passagem segura de petroleiros e de navios com gás natural liquefeito. O país recebe 45% do petróleo pelo Estreito de Ormuz.
  • França e Itália - fontes do Financial Times do Reino Unido apontaram que dois países europeus haviam sondado o Irã sobre a possibilidade de passar pelo estreito.

Trump pede ajuda

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu ajuda a vários países para enviar navios ao Estreito de Ormuz, na tentativa de reabrir a rota. Porém, ele recebeu respostas negativas deles e criticou a escolha.

Nesta terça-feira (17), o presidente voltou atrás e afirmou que não precisa de ajuda para reabrir Ormuz. "A maioria dos nossos 'aliados' da Otan nos informou que não quer se envolver em nossa operação militar contra o regime terrorista no Irã", escreveu Trump. Ele acrescentou dizendo que os EUA "não precisam e nem querem mais a ajuda dos países da Otan".

"A atitude deles não me surpreende, porém, porque sempre considerei que a Otan, na qual gastamos centenas de bilhões de dólares por ano protegendo esses mesmos países, é uma via de mão única: nós os protegeremos, mas eles não farão nada por nós", completou.

"O mesmo vale para o Japão ou a Coreia do Sul. Na verdade, falando como presidente dos Estados Unidos da América, de longe o país mais poderoso, não precisamo s de ajuda de ninguém", concluiu.

Ataques no Irã

Os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã começaram no dia 28 de fevereiro. Segundo o presidente Donald Trump, o objetivo era acabar com a “ameaça” iraniana. Em um dos ataques, o aiatolá Ali Khamenei foi morto.

Em retaliação, o Irã realiza ataques a todo o Golfo Pérsico. Mais de 2 mil pessoas morreram desde o início do conflito.

PorFormada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.