Entregadora de app brasileira é flagrada trabalhando após arrancar dedo de cliente em Londres
Jenniffer Rocha, de 35 anos, continua atuando, mesmo após ter conta suspensa; mulher passará por julgamento nesta sexta-feira (3)

A brasileira Jenniffer Rocha, de 35 anos, havia tido a conta suspensa em um aplicativo de delivery, após morder e arrancar parte do polegar de um cliente em Londres, na Inglaterra, em dezembro de 2022. Porém, mesmo depois de mais de um ano do ocorrido, a entregadora de comida continua trabalhando pelas ruas da capital britânica. As informações são da BBC.
Em março deste ano, a brasileira chegou a se declarar culpada a um tribunal por ter cometido lesões corporais graves. Tudo começou com uma discussão sobre a entrega de uma pizza. A vítima, Stephen Jenkinson, de 36 anos, pediu a comida pelo aplicativo Deliveroo. Mas, Jenniffer errou o local da entrega e o cliente teve que descer do seu apartamento e andar até encontrar a entregadora.
Após ser questionada, a empresa disse que a segunda conta da brasileira também foi suspensa. "Cancelamos imediatamente a conta que estava sendo usada no momento deste terrível incidente e posteriormente encerramos uma conta alternativa", afirmou a Deliveroo. A entregadora passará por um novo julgamento nesta sexta-feira (3).
'Estou arruinado'
A vítima conta que trabalhava como encanador, mas que desde o ataque não conseguiu voltar para as atividades. Jenkinson chegou a fazer uma cirurgia de reconstrução do dedo e enxertou uma parte do dedão no pé no polegar perdido.
O britânico diz que teve que reaprender a fazer funções básicas, como apertar botões e amarrar o cadarço. "Financeiramente, estou arruinado. Estou desempregado. Estou com muitas dívidas e não vejo a luz no fim do túnel", disse ele.
Governo anunciou melhora em apps
Nessa terça (30), o governo britânico anunciou que aplicativos de comida, como Deliveroo e Uber Eats, irão reforçar o sistema de verificação da identidade dos entregadores. Apesar de Jenniffer trabalhar legalmente no país, as autoridades afirmam que outros entregadores usam a plataforma mesmo estando ilegais.
Pela regra atual, uma pessoa pode emprestar a sua conta para um "substituto" quando quiserem. O titular da conta é o responsável por verificar se o substituto tem mais de 18 anos, não tem condenações graves e está autorizado a trabalhar legalmente. Porém, esse sistema faz com que crianças e imigrantes ilegais trabalhem como substitutos nas plataformas.
Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.


