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Embaixadas reagem com ironia às ameaças de Trump contra o Irã

Embaixadas do Irã na África do Sul, Bulgária, Áustria, Reino Unido, Zimbábue e Índia responderam às ameaças com ironia

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Fumaça negra sobe após um ataque aéreo, enquanto iranianos participam do comício do Dia de Al-Quds (Jerusalém), uma comemoração em apoio ao povo palestino na última sexta-feira do mês sagrado islâmico do Ramadã, em Teerã, em 13 de março de 2026
Fumaça negra sobe após um ataque aéreo, enquanto iranianos participam do comício do Dia de Al-Quds (Jerusalém), uma comemoração em apoio ao povo palestino na última sexta-feira do mês sagrado islâmico do Ramadã, em Teerã, em 13 de março de 2026 • AFP

Embaixadas do Irã em diversos países do mundo responderam de forma irônica às ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o Estreito de Ormuz.

O presidente americano publicou no Truth Social uma mensagem ordenando que o Irã abrisse o "maldito estreito", caso contrário "vão viver no inferno". Horas depois, ele deu um ultimato até esta terça-feira (7), às 20h, no horário local.

Embaixadas do Irã na África do Sul, Bulgária, Áustria, Reino Unido, Zimbábue e Índia responderam às ameaças com ironia.

"Xingar e insltar são coisas de crianças mimadas que perderam. Se controle, velho", publicou a embaixada do Irã na Índia.

Proposta de cessar-fogo entregue

Uma proposta de cessar-fogo elaborada pelo Paquistão foi entregue aos Estados Unidos e ao Irã e pode entrar em vigor nesta segunda-feira (6), informou a agência de notícias Reuters. Há a possibilidade da reabertura do Estreito de Ormuz.

A proposta foi enviada durante a noite para ambos os países. O acordo tem duas fases, sendo a primeira um cessar-fogo imediato e a segunda a elaboração de um acordo abrangente para acabar de vez com o conflito.

Ataques no Irã

Os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã começaram no dia 28 de fevereiro. Segundo o presidente Donald Trump, o objetivo era acabar com a “ameaça” iraniana. Em um dos ataques, o aiatolá Ali Khamenei foi morto.

Em retaliação, o Irã realiza ataques a todo o Golfo Pérsico. Mais de 2 mil pessoas morreram desde o início do conflito.

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Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.