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Eleições na América Latina: como resultados podem afetar o futuro da Amazônia

Disputa eleitoral em países amazônicos levanta debate sobre políticas ambientais, desenvolvimento econômico e controle de áreas de floresta

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Amazônia, Brasil • Fernando Frazão/ Agência Brasil

A ascensão do empresário e advogado Abelardo de la Espriella na corrida presidencial da Colômbia tem levantado debates sobre possíveis mudanças no cenário político da América Latina e seus impactos sobre a gestão da Amazônia. O avanço do candidato ocorre em meio a um contexto regional de disputas eleitorais marcadas por polarização e debates sobre desenvolvimento econômico e preservação ambiental.

Na Colômbia, o cenário eleitoral também se conecta a outros processos na região. No Peru, a ex-candidata Keiko Fujimori voltou a figurar como um dos nomes centrais do debate político em um ambiente de forte disputa eleitoral.

Já no Brasil, as articulações para a eleição presidencial de 2026 já apontam para uma possível reconfiguração do campo político, com diferentes forças disputando espaço em uma eventual corrida contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Esse conjunto de eleições nos principais países amazônicos levanta discussões sobre a possibilidade de uma guinada em direção a políticas mais voltadas ao crescimento econômico, à exploração de recursos naturais e ao fortalecimento do combate ao crime organizado em regiões remotas.

A leitura é de que tais governos poderiam buscar um maior controle estatal sobre áreas vulneráveis da floresta. “Há um alinhamento interessante, particularmente na região dos Andes e na bacia amazônica mais ampla”, afirmou Elizabeth Dickinson, vice-diretora para a América Latina no International Crisis Group.

Segundo ela, parte dos governos da região tem defendido a ideia de que desenvolvimento econômico e preservação ambiental podem ser perseguidos de forma simultânea. Especialistas alertam, no entanto, que a pressão contínua sobre a floresta amazônica pode levar a pontos de não retorno.

Cientistas vêm destacando há anos que o avanço do desmatamento pode comprometer a capacidade de regeneração de grandes áreas da floresta, com impactos ambientais globais.

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