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Família protesta para IML liberar corpo de jovem morto há três meses na Grande BH

Gabriel Lucas Pereira do Carmo foi encontrado carbonizado dentro de um carro às margens da BR-040 em Contagem, em 12 de março deste ano

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Família protesta e pede para IML liberar corpo de jovem encontrado carbonizado há três meses na Grande BH
Família protesta e pede para IML liberar corpo de jovem encontrado carbonizado há três meses na Grande BH • Amanda Antunes/ Itatiaia

Familiares e amigos de Gabriel Lucas Pereira do Carmo organizaram um protesto nesta sexta-feira (26) para pedir que o Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte libere o corpo dele. O jovem foi encontrado morto em 12 de março deste ano e ainda não teve os restos mortais entregues aos parentes.

Gabriel Lucas foi uma das vítimas de um duplo homicídio. Os corpos foram encontrados carbonizados dentro de um carro na altura do km 522 da BR-040, em Contagem, na Grande BH.

Em entrevista à Itatiaia, a irmã do jovem afirmou: "A família precisa ter a dignidade de pelo menos enterrá-lo."

"O menino já sofreu uma coisa que não era para ter acontecido, por ele ser um rapaz trabalhador, um menino muito bondoso, coração muito bom, tinha muita amizade, muita gente que amava o Gabriel. A família nunca esperava um fato desse acontecer justamente com ele", destacou.

Exames prosseguem, diz Polícia Civil

Procurada pela Itatiaia, a Polícia Civil (PCMG) informou que prosseguem os exames relacionados ao corpo.

"Tratam-se de restos mortais carbonizados, condição que dificulta significativamente a obtenção de perfil genético, exigindo técnicas específicas de extração e processamento de DNA, além de repetidas etapas de controle de qualidade para assegurar a confiabilidade do resultado", afirmou a instituição.

De acordo com a Polícia Civil, foi necessária a coleta complementar de material biológica de outra irmã da suposta vítima para ampliar os elementos de comparação genética.

"A Polícia Civil de Minas Gerais compreende a angústia dos familiares e esclarece que todos os procedimentos estão sendo conduzidos com a maior brevidade possível, sem prejuízo do rigor técnico indispensável à confirmação da identidade, medida essencial para garantir segurança científica e jurídica na liberação dos restos mortais", concluiu.

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Repórter no portal da Itatiaia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

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Amanda Antunes cursou jornalismo no Unileste (Centro Universitário Católica do Leste de Minas Gerais), com graduação concluída na Faculdade Estácio, em Belo Horizonte. Em 2009, começou a estagiar na Rádio Itatiaia do Vale do Aço, fazendo a cobertura de cidades. Em 2012, chegou à Itatiaia Belo Horizonte. Na rádio de Minas, faz parte do time de cobertura policial - sua grande paixão - e integra a equipe do programa ‘Observatório Feminino’.