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Criminosos mascarados roubam garrafas de vinhos avaliadas em R$ 25 milhões na Itália

Polícia investiga o caso, considerado pela empresa um dos maiores roubos de vinho já registrados

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As garrafas levadas são da safra de 2023 e incluem alguns dos rótulos mais valorizados da vinícola.
As garrafas levadas são da safra de 2023 e incluem alguns dos rótulos mais valorizados da vinícola. • Pixabay

Uma vinícola tradicional da Itália foi alvo de um roubo milionário após criminosos mascarados invadirem um armazém da Marchesi Antinori, localizado em Cortona. Eles furtaram cerca de 30 mil garrafas de vinho, avaliadas em mais de US$ 5 milhões, aproximadamente R$ 25 milhões.

De acordo com Renzo Cotarella, CEO da empresa, os ladrões desativaram o sistema de alarme para realizar a ação durante o último fim de semana. O crime, no entanto, só foi descoberto na segunda-feira (5), quando funcionários chegaram ao local para preparar os produtos destinados à exportação. Cotarella relatou o caso à CNN na sexta-feira (9).

As garrafas levadas são da safra de 2023 e incluem alguns dos rótulos mais valorizados da vinícola. No mercado internacional, os preços de venda variam entre 150 e 500 euros, o equivalente a cerca de R$ 840 a R$ 2.800 por unidade.

Entre os vinhos furtados estão Solaia, Guado al Tasso e Tignanello, considerados os rótulos mais emblemáticos da empresa. Segundo Cotarella, eles são referências dos chamados Super Toscanos, vinhos tintos produzidos na região da Toscana.

A dimensão do prejuízo também chama a atenção pela quantidade de garrafas de Solaia levadas. 

Até o momento, ninguém foi preso. A polícia de Cortona informou que realiza buscas para localizar os responsáveis, mas não revelou se os investigadores acreditam que os dois caminhões utilizados no transporte dos vinhos ainda estejam em território italiano.

Empresa alerta consumidores 

Em comunicado, a Marchesi Antinori afirmou que o caso pode entrar para a lista dos maiores roubos de vinho já registrados, considerando tanto o volume de garrafas furtadas quanto o valor estimado dos produtos.

A empresa informou ainda que as autoridades continuam investigando o crime e que estão sendo realizadas avaliações para determinar a extensão exata do prejuízo.

Cotarella recomendou que os consumidores evitem comprar os rótulos roubados de vendedores desconhecidos. Ele também pediu que eventuais ofertas suspeitas sejam denunciadas caso os vinhos apareçam novamente no mercado.

Segundo o executivo, o fato de as garrafas já estarem embaladas e encaixotadas para envio facilitou o trabalho dos criminosos.

Outro roubo de vinhos 

O caso acontece após outro furto de grande proporção no setor vinícola italiano. No mês passado, cerca de 3 mil garrafas de Barolo foram levadas de uma vinícola chamada Conterno Fantino, na região do Piemonte. Os produtos foram avaliados em aproximadamente 400 mil euros, cerca de R$ 2,2 milhões.

Até o momento, não há informações que confirmem uma ligação entre os dois crimes.

Fundada em 1385, a Marchesi Antinori é administrada atualmente pela 26ª geração da família fundadora. A companhia exporta seus produtos para 170 países e registra faturamento anual de aproximadamente 265 milhões de euros, o equivalente a cerca de R$ 1,4 bilhão.

Apesar do prejuízo, Cotarella demonstrou confiança na recuperação das garrafas.

“Dois caminhões não podem simplesmente desaparecer. Mantenho sempre o otimismo”, afirmou.

 

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Lorena Vieira é estagiária do Portal Itatiaia e estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Minas Gerais. Com experiências diversas, já trabalhou como repórter, produtora e apresentadora de coluna semanal no programa Agenda, da Rede Minas. Além de outras experiências como social media e comunicação de projetos culturais.

 

 

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