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China pede que EUA 'elimine completamente' as tarifas após isenção a produtos eletrônicos

As duas maiores economias do mundo se enfrentam em uma guerra comercial desde que o presidente americano, Donald Trump, anunciou uma série de tarifas contra o país asiátco

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Bandeira da China • Pixabay

A China pediu aos Estados Unidos, neste domingo (13), que “eliminem completamente” suas tarifas recíprocas, depois que Washington anunciou uma isenção para celulares, computadores e outros produtos eletrônicos.

As duas maiores economias do mundo se enfrentam em uma guerra comercial desde que o presidente americano, Donald Trump, anunciou uma série de tarifas contra o país asiátco, que hoje chegam a 145%. Em retaliação, a China anunciou tarifas de 125% contra produtos americanos.

"Instamos os Estados Unidos (...) a tomarem medidas importantes para corrigir seus erros, eliminar completamente a prática errônea de tarifas recíprocas e voltar ao caminho certo do respeito mútuo", disse um porta-voz do Ministério do Comércio em um comunicado.

Depois que suas tarifas causaram um declínio acentuado nos mercados globais, Trump anunciou uma prorrogação de 90 dias para a maioria dos países, exceto para a China.

Washington aliviou a pressão novamente na sexta-feira, quando o Serviço Alfandegário dos EUA anunciou que smartphones, laptops, chips de memória e outros produtos de tecnologia seriam excluídos das tarifas globais.

O Ministério do Comércio da China disse que o anúncio foi um "pequeno passo" e que a China estava "avaliando o impacto" da decisão.

As isenções beneficiarão empresas de tecnologia dos EUA, como Nvidia e Dell, assim como a Apple, que fabrica iPhones e outros produtos de ponta na China.

Dados da Alfândega dos EUA sugerem que os itens isentos representam mais de 20% das importações da China.

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Jornalista pela UFMG, Lucas Negrisoli é editor de política. Tem experiência em coberturas de política, economia, tecnologia e trends. Tem passagens como repórter pelo jornal O Tempo e como editor pelo portal BHAZ. Foi agraciado com o prêmio CDL/BH em 2024.