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Canadense morreu 'nas mãos de autoridades iranianas', diz chanceler

Ministra das Relações Exteriores do Canadá exige fim da violência contra protestos no Irã; mais de duas mil mortes foram registradas

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Manifestantes queimam imagens do aiatolá Ali Khamenei durante um protesto em solidariedade à revolta iraniana, organizado pelo Conselho Nacional da Resistência do Irã, em Whitehall, no centro de Londres, em 11 de janeiro de 2026, contra a repressão do regime iraniano ao acesso à internet e para "reconhecer seu direito à autodefesa contra as forças do regime".
Manifestantes queimam imagens do aiatolá Ali Khamenei durante um protesto em solidariedade à revolta iraniana

Um cidadão canadense teria sido morto pelas autoridades do Irã, em meio a protestos contra o governo de Teerã, informou o governo do Canadá nesta quinta-feira (15).

"Acabei de saber que um cidadão canadense morreu no Irã nas mãos das autoridades iranianas", declarou a ministra das Relações Exteriores do Canadá, Anita Anand.

A canadense ainda afirmou que a resposta de Teerã aos "protestos pacíficos" levou o regime a "desrespeitar flagrantemente a vida humana."

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Mais de duas mil pessoas morreram durante os protestos que acontecem no Irã há três semanas, segundo a Human Rights Activists News Agency (HRANA).

“Essa violência precisa acabar. O Canadá condena e exige o fim imediato da violência do regime iraniano", finalizou Anand.

Protestos no Irã

Manifestantes, opositores da República Islâmica do Irã, vão às ruas de várias cidades do país desde o dia 28 de dezembro de 2025. Inicialmente, os protestos foram motivados pelo aumento dos preços e colapso da moeda local.

Os protestos representam um desafio para a República Islâmica, que está no poder desde 1979. Aos gritos de “morte ao ditador”, milhares de iranianos pedem nas ruas de Teerã e de outras cidades o fim do sistema teocrático xiita, comandado pelo aiatolá Ali Khamenei.

Esse é o maior movimento de manifestação no Irã desde a morte de Mahsa Amini, presa por supostamente ter violado as normas de vestuário para mulheres, em 2022.

* Com informações da AFP

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.