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Câmara dos EUA barra proposta que previa retirada de militares do Líbano

Resolução apresentada por deputada democrata foi rejeitada por ampla maioria após líderes do partido afirmarem que não há tropas americanas em combate no país

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Capitólio dos EUA, em Washington • Getty Images

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos rejeitou, nesta quinta-feira (4), uma resolução que buscava obrigar o presidente Donald Trump a retirar do Líbano militares americanos cuja mobilização não tivesse sido autorizada pelo Congresso. A proposta foi derrotada por ampla maioria, com votos contrários de parlamentares republicanos e também de grande parte da bancada democrata.

O texto recebeu 92 votos favoráveis e 324 contrários. Entre os que apoiaram a medida estavam quase exclusivamente deputados democratas, além do republicano Thomas Massie, que tem protagonizado embates frequentes com Trump nos últimos meses.

A resolução foi apresentada pela deputada democrata Rashida Tlaib, de Minnesota. Ao defender a proposta, a parlamentar acusou o governo americano de oferecer apoio operacional às ações militares de Israel no Líbano e criticou a postura da Casa Branca diante da escalada do conflito na região.

Tlaib também denunciou o suposto uso de fósforo branco por Israel em áreas residenciais e agrícolas libanesas, alegação já levantada por organizações de direitos humanos. Segundo a deputada, o governo Trump estaria contribuindo para a continuidade dos ataques ao não adotar medidas para frear a atuação israelense.

Apesar das críticas, a iniciativa não contou com o respaldo da liderança democrata na Câmara. Em nota conjunta, os principais líderes do partido afirmaram que atualmente não há militares americanos participando de operações de combate ou hostilidades em território libanês, argumento utilizado para justificar o voto contrário à resolução.

Os democratas também declararam oposição a qualquer tentativa de envolver os Estados Unidos em novos conflitos no Oriente Médio, incluindo uma eventual guerra no Líbano. Ao mesmo tempo, manifestaram apoio ao governo e às Forças Armadas libanesas em seus esforços para combater o Hezbollah, grupo classificado por Washington como organização terrorista.

Mesmo votando contra a proposta, a liderança democrata indicou disposição para discutir alternativas legislativas que impeçam um eventual aprofundamento do envolvimento militar americano na região, em articulação com a própria Rashida Tlaib e integrantes da Comissão de Relações Exteriores da Câmara.

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