'Senti a bala rasgando a pele', diz Trump na primeira declaração após atentado a tiros nos EUA
Ex-presidente foi atingido por tiro de raspão na orelha durante comício na Pensilvânia; atirador foi morto pelo serviço secreto

Donald Trump se manifestou, na noite deste sábado (13), após sofrer um atentado a tiros durante um comício na cidade de Butler, Pensilvânia. O atirador foi morto pelo serviço secreto norte-americano, assim como um apoiador de Trump, conforme informou o promotor local. Outras duas pessoas estão gravemente feridas, segundo a AFP.
Quero agradecer o Serviço Secreto dos Estados Unidos e a todas as autoridades policiais pela rápida resposta ao tiroteio que acabou de ocorrer em Butler, Pensilvânia. Mais importante ainda, quero apresentar as minhas condolências à família da pessoa que morreu durante o comício e também à família de outra pessoa que ficou gravemente ferida. É incrível que tal ato possa ocorrer em nosso país. Até agora, não se sabe nada sobre o atirador, que está morto. Fui atingido por uma bala que perfurou a parte superior da minha orelha direita. Soube imediatamente que algo estava errado, pois ouvi um zumbido, tiros e imediatamente senti a bala rasgando a pele. Houve muito sangramento, então percebi o que estava acontecendo. DEUS ABENÇOE A AMÉRICA!
O atentado
Donald Trump foi atingido por um tiro de raspão na orelha direita enquanto participava de um comício na Pensilvânia neste sábado (13). Veja o momento em que o ex-presidente foi atingido:
Logo após ser atingido, ele foi cercado por agentes do Serviço Secreto Norte-Americano. Houve pânico entre os espectadores e, de acordo com a reportagem da AFP. Ainda ao microfone, Trump disse "deixe-me pegar meus sapatos", enquanto agentes de segurança o ajudavam a se levantar.
Trump gritou e levantou o punho para a multidão enquanto era empurrado para fora do palco pelos seguranças. Ele foi, então, colocado dentro de um carro, que deixou o local, que está sendo tratado como uma 'cena de crime' segundo a imprensa dos EUA.
"Vimos muitas pessoas caírem, parecendo confusas. Eu ouvi os tiros", disse John Yeykal de Franklin, Pensilvânia, que participava de seu primeiro comício de Trump.
O atirador, ainda não identificado, foi 'neutralizado' por agentes do serviço secreto dos EUA. Em declaração reproduzida pela AFP, o serviço secreto afirma que o atirador "disparou vários tiros em direção ao palco de uma posição elevada fora do comício".
Estado de saúde
Steven Cheung, porta-voz da campanha de Donald Trump à reeleição afirmou que ele está bem e passou por atendimento médico. Sinalizando as apostas políticas em jogo, o possível vice-presidente escolhido por Trump, J.D. Vance, rapidamente culpou a "retórica" de Biden pelo atentado.
Repercussão
O presidente Joe Biden, que deve enfrentar Trump nas eleições, declarou que o incidente foi "doentio" e acrescentou que "não há lugar nos Estados Unidos para esse tipo de violência". Biden disse que esperava falar com Trump em breve.
O ex-presidente Barack Obama declarou que não há "absolutamente nenhum lugar para a violência política em nossa democracia".
Diversos líderes mundiais se solidarizaram, entre eles Javier Milei, presidente da Argentina, e Benjamin Netanyahu.
No Brasil
O presidente Lula (PT) chamou o atentado de "inaceitável". O governo brasileiro também publicou nota se solidarizando, por meio do Itamaraty.
O ex-presidente Jair Bolsonaro se solidarizou e afirmou que vai se encontrar com Trump na posse, em alusão a uma possível vitória nas eleições de novembro.
Diversos parlamentares brasileiros e também o governador de Minas, Romeu Zema, prestaram apoio ao ex-presidente norte-americano.
Coordenadora de jornalismo digital na Itatiaia. Jornalista formada pela UFMG, com mestrado profissional em comunicação digital e estratégias de comunicação na Sorbonne, em Paris. Anteriormente foi Chefe de Reportagem na Globo em Minas e produtora dos jornais exibidos em rede nacional.


