Uma adolescente iraniana de 14 anos entrou em coma após ser espancada pela “polícia da moralidade” após entrar em um vagão de metrô em Teerã, no Irã, sem usar véu. O governo local nega as acusações feitas por várias Organizações Não-Governamentais (ONGs) e ativistas em todo o mundo.
Segundo um grupo de ativistas dos direitos humanos no Irã, Armita Geravand entrou em confronto com os oficiais que são responsáveis por aplicar o “código de vestimenta” local, que é baseado na interpretação do Islã feita pelas autoridades do Irã, onde as mulheres são obrigadas a cobrir os cabelos e o pescoço. Grupos afirmam que a jovem foi espancada por esses policiais e ficou gravemente ferida. dando entrada em um hospital local em coma e com um estado de saúde considerado “crítico”.
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Um vídeo divulgado pelas autoridades mostra apenas o momento em que uma pessoa (possivelmente a adolescente) é carregada para fora do vagão do metrô. O vídeo não está na íntegra e tem baixa qualidade, o que impede que o caso seja esclarecido. Além disso, é possível perceber cortes de edição no vídeo.
Em um vídeo publicado pela agência de notícias estatal IRNA, os pais de Armita afirmam que a filha teve uma queda de pressão arterial, perdeu o equilíbrio e bateu a cabeça. Ativistas afirmam que os pais da adolescente foram coagidos para gravar o vídeo e acusam as autoridades de proibir a família de publicar a fotos dela nas redes sociais e de falar sobre o assunto com ONGs e com a imprensa internacional.