População de baixa renda conta com apoio jurídico gratuito em Montes Claros
O atendimento, que completa 20 anos em 2025, espera superar os 5 mil atendimentos feitos no ano passado

Desde 2005, o Núcleo de Práticas Jurídicas (NPJ) do Centro Universitário UNIFIPMoc oferece atendimento jurídico gratuito à população de baixa renda em Montes Claros. Sob a coordenação do professor Daniel Ferreira dos Santos, o núcleo presta orientação jurídica em diversas áreas do Direito, com o apoio de professores e acadêmicos, contribuindo para o acesso à Justiça por parte de grupos em situação de vulnerabilidade social.
O serviço é voltado a pessoas hipossuficientes – ou seja, que não podem arcar com custos de advogado ou processos. “Mesmo que o cidadão não tenha todos os documentos, ele pode nos procurar. Realizamos uma triagem, orientamos sobre os documentos necessários e buscamos garantir a justiça gratuita no Judiciário”, afirma Alex Pereira.
O atendimento é realizado de segunda a sexta, das 8h às 20h, no espaço do NPJ localizado no Montes Claros Shopping, ao lado do estacionamento sul, com acesso facilitado por elevador. Além da demanda espontânea, a população também pode entrar em contato pelo telefone (38) 3220-9030.
Além de casos de família, direito do consumidor e ações para fornecimento de medicamentos, o NPJ atua em mediações e ações junto a mulheres vítimas de violência doméstica. “Estamos presentes semanalmente na Delegacia da Mulher e também atuamos diretamente no Cram, garantindo apoio jurídico qualificado para quem mais precisa”, reforça o advogado.
Para o professor Daniel Ferreira dos Santos, o projeto fortalece a formação de profissionais comprometidos com a transformação social. “O NPJ é um espaço de aprendizagem real, onde nossos alunos lidam com situações concretas, desenvolvendo não só competências técnicas, mas também senso de justiça e empatia”, conclui.
Osmar Macedo é repórter da Itatiaia – Montes Claros. Jornalista formado pela UFMG e graduado em História pela Unimontes. Entre as coberturas que participou, destaca a tragédia na Creche Gente Inocente em Janaúba e a Canonização de Irmã Dulce, direto de Roma e do Vaticano.



