Homem é preso por feminicídio em Bocaiúva, no Norte de Minas
O suspeito que foi motivado por ciúmes mantinha um relacionamento íntimo com a vítima


Uma mulher de 36 anos foi encontrada morta no último sábado (21), em Bocaiúva, no Norte de Minas Gerais. O corpo estava em estado avançado de decomposição dentro da residência da própria vítima.
De acordo com a Polícia Civil, o crime teria ocorrido entre a noite desta quinta-feira (26) e a madrugada de hoje (27). As investigações apontam que o autor, inicialmente identificado como irmão, na verdade é tio biológico da vítima, apesar de ter sido registrado e criado como irmão.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Telles Burstoff, a motivação do crime foi ciúme possessivo. O suspeito mantinha um relacionamento íntimo com a vítima e já havia feito diversas ameaças de morte, conforme relataram testemunhas.
Vizinhos informaram à polícia que ouviram discussões e pedidos de socorro vindos da casa durante o período em que o crime teria ocorrido. A vítima chegou a gritar o nome do suspeito, o que ajudou a direcionar as investigações.
O homem foi localizado e, durante depoimento, confessou o crime. Inicialmente, ele alegou ter agido em legítima defesa, mas essa versão foi descartada pela polícia diante das evidências encontradas no local.
A perícia constatou sinais de luta corporal e grande quantidade de sangue na residência. A vítima apresentava lesões graves na cabeça, que causaram traumatismo craniano, apontado como a causa da morte.
Ainda segundo a Polícia Civil, o suspeito possui um histórico criminal extenso. Ele já havia sido condenado por feminicídio em 2011, além de ter passagens por outros crimes.
Crime de zoofilia
Durante as diligências, os policiais também identificaram indícios de maus-tratos a um animal que estava com o investigado. A cadela apresentava lesões e foi encaminhada para avaliação veterinária. O suspeito também foi autuado por esse crime.
O homem segue preso e está à disposição da Justiça. A pena para o crime de feminicídio pode chegar a 40 anos de prisão. Já no caso de maus-tratos a animais, a pena pode chegar a 5 anos, podendo ser aumentada em caso de reincidência.
O delegado Telles Burstoff informou ainda que representou pela prisão preventiva do investigado durante o curso das apurações. No entanto, o pedido foi indeferido pela magistrada competente, sob o entendimento de que, neste momento processual, a medida não se mostra imprescindível às investigações, destacando o princípio constitucional da presunção de inocência.
Formada em Jornalismo pela Funorte, Janaina Sacerdote é repórter multimídia da Rádio Itatiaia em Montes Claros. Antes, passou por Fundação Fé e Alegria Montes Claros e Rádio Educadora /Pop 95Fm.
