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Algodão volta a ganhar espaço no Norte de Minas com tecnologia e apoio a agricultores

Parceria entre Bayer e Coopercat beneficia 31 produtores e amplia produtividade em 260 hectares na região de Catuti e Monte Azul

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Ascom Bayer

Considerado o “ouro branco”, o algodão volta a despertar o interesse de produtores do Norte de Minas. A região, que já teve a cultura como uma das principais atividades econômicas, busca recuperar a produção com tecnologia, assistência técnica e melhorias no manejo.

A parceria de mais de 20 anos entre a multinacional Bayer e a Cooperativa dos Produtores Rurais de Catuti (Coopercat) tem levado sementes biotecnológicas, drones, insumos e equipamentos a agricultores familiares.

Na safra 2025/26, 31 produtores foram beneficiados em uma área de 260 hectares. Segundo o gerente da Coopercat, José Tibúrcio de Carvalho Filho, a produtividade das áreas já colhidas chegou a 320 arrobas por hectare. Em algumas lavouras, a expectativa é superar 600 arrobas por hectare. “A produtividade já obtida nas áreas colhidas é de 320 arrobas por hectare”, afirmou José Tibúrcio.

A parceria também viabilizou a compra de uma colheitadeira de duas linhas, além da doação de um caminhão para transporte do algodão e de um drone para aplicação de defensivos. Segundo a Coopercat, o uso do drone reduziu em 96% o volume de calda utilizado nas pulverizações e contribuiu para o controle do bicudo-do-algodoeiro (nome popular de uma praga que ataca principalmente as estruturas reprodutivas do algodoeiro e pode causar grandes perdas na produção). “Com o drone, o intervalo é de 15 dias e o índice de danos fica próximo a zero”, explicou o gerente da cooperativa.

Os resultados da parceria foram apresentados durante o Dia de Campo Catuti, realizado no Sítio Custódio, na comunidade do Landim, em Monte Azul, no último dia 5 de agosto. O evento reuniu produtores, técnicos, autoridades e representantes da Bayer e da Coopercat para discutir manejo, fisiologia, genética e produtividade.

“O resgate da cotonicultura no Norte de Minas Gerais é um processo contínuo que exige ciência, inovação e parceria”, afirmou o diretor de Negócios de Algodão da Bayer, Fernando Prudente.

Segundo o diretor, a iniciativa busca fortalecer a agricultura familiar e recuperar a importância econômica da cotonicultura na região, que sofreu forte redução da produção nas décadas de 1980 e 1990 devido ao bicudo-do-algodoeiro.

Atualmente, os 970 associados da Coopercat também utilizam o algodão como complemento à pecuária. A pluma é destinada à indústria têxtil, enquanto o caroço pode ser usado na suplementação do gado nas propriedades.

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Osmar Macedo é repórter da Itatiaia – Montes Claros. Jornalista formado pela UFMG e graduado em História pela Unimontes. Entre as coberturas que participou, destaca a tragédia na Creche Gente Inocente em Janaúba e a Canonização de Irmã Dulce, direto de Roma e do Vaticano.

 

 

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