Itatiaia

Valdir Barbosa: soro do leite, alimento de bezerros e suínos inflacionam Whey Protein e canetas emagrecedoras

Soro do leite vem principalmente da fabricação de queijos. Quando o leite coagula forma-se uma parte sólida que vira queijo, sobrando o soro rico em proteína, minerais e lactose

Por
Proteína 'soro do leite' foi traduzida aos mais novos consumidores como 'whey protein' e já provoca inflação mundial. • Divulgação

Amigas e amigos do Agro!!

Quem diria! Nas voltas que o mundo dá, o soro do leite que até a pouco tempo tinha como principal finalidade alimentar bezerros e suínos em fase de crescimento, hoje vai se transformando numa das principais proteínas produzidas nas fazendas e nas indústrias de laticínios.

A proteína “soro do leite” foi traduzida aos mais novos consumidores como “whey protein” e já provoca inflação mundial.

Segundo a consultoria StoneX, o concentrado de proteína do do leite a 80% (WPC80), subiu o preço 2 vezes mais nos Estados Unidos. De 10 mil dólares a tonelada passou a 28 mil dólares. O WPI com 90% de proteína subiu 47%, chegando a 32 mil dólares. Os menos concentrados subiram 40%.

Aqui no Brasil houve aumento em torno de 24%, mas como a maioria dos produtos vem de fora, o valor nas prateleiras dos supermercados também disparou.

O aumento de consumo das proteínas animais foi no período da COVID-19, mas a popularização das canetas emagrecedoras incentivam a cada momento o movimento maior dos consumidores.

Um outro alimento que está em queda de consumo e vai aos poucos ganhando novo espaço na mesa da população mais jovem é o feijão, que mesmo subindo de preço nesse momento, ainda é uma proteína de mais fácil acesso pelo seu valor de mercado em relação às carnes e proteínas processadas.

E a variedade de produtos para o consumidor engloba pães especiais, chocolates, vinhos e cervejas sem açúcar e carboidratos.

Pesquisas indicam que 46% dos usuários de canetas emagrecedoras aumentaram o consumo de carnes, ovos, queijos e iogurtes proteicos.

O consumo de frango cresceu de 45.5kg/hab/ano em 2024 para 46,7 kg/hab em 2025, marca que será superada e 2026.

O brasileiro ocupa hoje a sexta posição mundial no consumo de ovos com 288 unidades/hab em 2025, com projeção para 306 ovos/hb/ ano em 2026.

O chinês em média consome 385 ovos/ano, o mexicano 363, Japão 337, Argentina 332 ovos/hab/ano.

A maior oferta do soro de leite vem da fabricação do queijo que cresce de 4% a 5% ao ano, segundo a Milkpoint. Entretanto, o mercado de bebidas proteicas tem crescido 2 dígitos ao ano. Oferta menor que a demanda, sobem os preços!

Valdir Barbosa
Itatiaia Agro

Por

Produtor rural no município de Bambuí, em Minas Gerais, foi repórter esportivo por 18 anos na Itatiaia e, por 17 anos, atuou como Diretor de Comunicação e Gerente de Futebol no Cruzeiro Esporte Clube. Escreve diariamente sobre agronegócio e economia no campo.

 

 

Belo Horizonte