Pirarucu é classificado como invasor e tem pesca autorizada em regiões
A decisão do Ibama sobre o pirarucu será reavaliada dentro de três anos

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) formalizou a autorização para pesca de um dos peixes mais simbólicos da Amazônia, o pirarucu. A decisão foi tomada com objetivo de promover controle populacional em diferentes bacias hidrográficas, em razão da caracterização de sua espécie como invasora em partes do território brasileiro fora da área natural de ocupação.
A Instrução Normativa nº 07/2026 classificou o pirarucu como espécie invasora fora do bioma amazônico. A presença nociva do peixe tem sido registrada nas bacias dos rios São Francisco, Paraná e Uruguai, além de alguns trechos rio Madeira. Com a liberação da pesca, espera-se a redução dos impactos causados pela presença do animal em ambientes fora de sua área habitual de ocorrência.
Por possuir uma dieta generalista e alta capacidade de adaptação, o pirarucu se enquadra como um predador de topo de cadeia trófica. Em razão disso, quando presente em áreas indevidas, a espécie pode ser causadora de desequilíbrios ambientais.
A expansão da área do pirarucu ocorre, principalmente, em razão de alterações ambientais. Na região do rio Madeira, por exemplo, a construção da usina hidrelétrica de Santo Antônio eliminou barreiras naturais que antes continham a dispersão do peixe.
A autorização da pesca segue as orientações da Política Nacional da Biodiversidade prevendo a captura como principal forma de controle da espécie. O peixe retirado poderá ser aproveitado para consumo, podendo ser destinado às iniciativas sociais, incluindo programas de alimentação escolar e ações voltadas à segurança alimentar.
A decisão do Ibama será reavaliada dentro de três anos, período em que será avaliado se a liberação da pesca contribui, de fato, para a recomposição do equilíbrio ecológico nas regiões afetadas.
O pirarucu (Arapaima gigas) é um dos maiores peixes de água doce do mundo, nativo da bacia amazônica e carinhosamente chamado de "bacalhau da Amazônia". Este gigante pré-histórico, que conviveu com dinossauros, pode atingir até 3 metros de comprimento e pesar mais de 200 kg.
Pablo Paixão é graduado em Jornalismo, pela UFMG, e em Cinema e Audiovisual, pelo Centro Universitário UNA BH. Tem experiência em diferentes áreas da comunicação e marketing. Com passagem pela TV UFMG, na Itatiaia atuou inicialmente nas editorias de Entretenimento, Cultura e Minas Gerais. Atualmente, colabora com as editorias Pop e Carnaval.



