Lagos da Amazônia superam temperatura segura de hidromassagens, aponta estudo
Superaquecimento de lagos na Amazônia causou mortes em massa de peixes e botos-cor-de-rosa

Lagos na Amazônia superaram a temperatura máxima recomendada para banheiras de hidromassagem, revela estudo publicado na revista Science. As temperaturas chegaram a 37°C, superando a média de 30°C e causando mortes em massa de botos-cor-de-rosa e botos-tucuxi.
Os dados são de 2023, quando a região atravessou um período de seca intensa. Na ocasião, os lagos da Amazônia atingiram os níveis de água mais baixos já registrados até então.
Diversos fatores contribuíram para o calor extraordinário: seca extrema que levou a níveis muito baixos do lago, água turva capaz de absorver mais energia solar, luz solar intensa e ventos fracos, o que significou menos perda de calor por evaporação e resfriamento noturno.
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.



