Calor extremo afeta mais favelas do que bairros nobres em SP, aponta estudo
Enquanto Paraisópolis registrou 45°C em superfícies, Morumbi tem temperatura máxima de 30°C

Um estudo do Centro de Estudos da Favela (Cefavela), da Universidade Federal do ABC (UFABC), revelou que o calor pode ser mais severo em bairros estruturalmente mais precários do que em áreas nobres. A pesquisa ressaltou esse contraste comparando bairros em São Paulo.
O pesquisador comentou que 30°C, valor registrado no Morumbi, já é o suficiente para aumentar os riscos à saúde. "Nessa temperatura, aumenta em 50% os riscos de problemas de saúde, principalmente para aquelas pessoas que são mais vulneráveis, como bebês, idosos e [portadores de] alguns tipos de doenças”, explicou.
O que explica a diferença de temperaturas
O contraste entre as temperaturas nos bairros, mesmo que vizinhos, pode ser explicado pela morfologia de cada região. “Esse fator [morfológico] é fortemente explicado pela falta ou abundância de vegetação nos bairros. Quanto mais arborizado o bairro for, mais amena costuma ser a temperatura”, destacou o pesquisador.
No caso das favelas, Nascimento destaca que "como são construções muito adensadas, uma grudada na outra, aquela ventilação cruzada que traria um pouquinho mais de frescor, acaba não acontecendo, o que aumenta ainda mais o desconforto térmico dentro das residências”.
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.



