As regiões desmatadas da Amazônia, com cobertura florestal inferior a 60%, apresentam uma temperatura de superfície, em média, 3 °C maior durante a estação seca. O estudo publicado na revista Communications Earth & Environment, baseado em dados de satélites, mostra que esses locais têm clima parecido com áreas de transição entre floresta úmida e savana.
A perda da vegetação leva ao aumento da temperatura da superfície, à diminuição da evapotranspiração, além da redução da precipitação na estação seca e do número de dias de chuva. A pesquisa revelou que, em áreas desmatadas, há 11 dias a menos de chuva em relação às áreas com cobertura florestal superior a 80%.
“O estudo mostra que as florestas tropicais têm um impacto gigantesco no clima, com consequências para diversos setores da sociedade, tanto para o bem-estar das populações como para atividades econômicas”, explica o pesquisador Luiz Aragão, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que é um dos autores do estudo.
Desmatamento segue alto apesar da queda recente
A
Apesar disso, os
O estado com maior área de desmatamento na Amazônia foi Mato Grosso, responsável por quase metade do número total. Atingindo 1.497 km², o estado atingiu o terceiro maior índice da série histórica, iniciada em 2015. Em relação ao ano passado, houve um aumento de quase 60%.
Pará, com 979 km², e Amazonas, com 721 km², também se destacaram. Apesar disso, os dois estados apresentaram redução na área desmatada, com 36% e 9%, respectivamente.