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Setembro Dourado: médico ressalta importância do diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil

Neurocirurgião pediátrico Dr. Bruno Zidde chama atenção para o percurso enfrentado pelas famílias após a primeira suspeita da doença, especialmente na rede pública de Juiz de Fora

Por, Juiz de Fora
Istockphoto

A identificação dos sinais de alerta do câncer infantojuvenil precisa estar acompanhada de acesso ágil à investigação e ao tratamento especializado. Essa é a avaliação do neurocirurgião pediátrico Dr. Bruno Zidde, que, neste Setembro Dourado, chama a atenção para o percurso enfrentado pelas famílias após a primeira suspeita da doença, especialmente na rede pública de Juiz de Fora.

Segundo o médico, a conscientização deve incluir orientações sobre onde buscar atendimento e como dar continuidade à investigação. Reconhecer sintomas é uma etapa fundamental, mas o diagnóstico precoce depende também da capacidade da rede de saúde de acolher, avaliar e encaminhar o paciente em tempo oportuno.

O neurocirurgião destaca a necessidade de discutir a rede de encaminhamentos percorrida por crianças e adolescentes atendidos pelo SUS até chegar à assistência especializada.

 

Particularidades do cuidado infantil

O câncer infantojuvenil apresenta particularidades que exigem atenção específica durante a investigação, o tratamento e o acompanhamento. Para Zidde, essas diferenças precisam orientar tanto a assistência quanto as informações oferecidas às famílias.

“Uma criança não é um adulto em tamanho menor. O câncer na infância tem particularidades, assim como seu diagnóstico, seu tratamento e o cuidado necessário durante todo esse percurso”, explica o neurocirurgião.

O especialista cita sintomas persistentes e alterações que merecem avaliação médica, como dores de cabeça recorrentes, vômitos sem causa aparente, mudanças no equilíbrio, perda de peso, palidez e febre prolongada. Esses sinais não confirmam um diagnóstico de câncer, mas precisam ser investigados conforme a avaliação clínica.

Da suspeita ao atendimento especializado

A proposta do médico é ampliar a discussão do Setembro Dourado para além do reconhecimento dos sintomas. O objetivo é colocar em pauta a organização do atendimento e a continuidade do cuidado após o diagnóstico.

“O Setembro Dourado deve servir para informar, mas também para nos lembrar de uma responsabilidade coletiva: garantir que, depois do primeiro sinal de alerta e do diagnóstico, exista uma rede preparada para acolher e tratar essa criança”, destaca.

Por

Désia Souza é jornalista pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), onde também cursou pós graduação em “Mídia e Cidadania” e mestrado em “Comunicação e Poder”. É coordenadora de jornalismo na Itatiaia Juiz de fora, onde também atua como âncora e repórter.

 

 

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