Belo Horizonte
Itatiaia

Preso é indiciado pelo 2º homicídio com esquartejamento na Penitenciária de Muriaé

Segundo crime foi no início de abril. Vítima e autor eram suspeitos de crime com características semelhantes no mesmo local em janeiro. Caso foi remetido para a Justiça

Por e , Juiz de Fora
Penitenciária Dr. Manoel Martins Lisboa Júnior em Muriaé
Penitenciária Dr. Manoel Martins Lisboa Júnior em Muriaé, na Zona da Mata • Portal Silvan Alves/Reprodução

Pela segunda vez em cerca de quatro meses, um detento de 41 anos foi indiciado por assassinar e esquartejar o companheiro de cela na penitenciária Penitenciária Dr. Manoel Martins Lisboa Júnior, em Muriaé, na Zona da Mata.

De acordo com a ocorrência, partes do corpo da vítima foram encontrados pelos policiais penais em 2 de abril. O autor possui extensa ficha criminal, com penas que, somadas, chegam a quase 100 anos de prisão. Ele confessou que matou o preso de 28 anos em consequência de ameaças durante uma discussão.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Tayrony Espíndola, o indiciado responde por homicídio triplamente qualificado de Deylon Moura Santos, de 28 anos. Os agravantes foram motivo fútil, a asfixia e a utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima.

O inquérito já foi remetido para o Ministério Público e para a Justiça. Ouça a matéria.

Carregando áudio...

Perfil de 'serial killer', afirma delegado

Os dois eram investigados pela participação conjunta na morte de outro detento de 38 anos, em janeiro deste ano, também com requintes de crueldade. Na época, segundo a PCMG, o suspeito utilizou a mesma metodologia e só não conseguiu decapitar a vítima porque utilizou um instrumento rudimentar como faca.

Desde então, os dois que pareciam ter uma relação íntima foram isolados, sem contato com outros detentos.

Conforme o apurado, após um desentendimento, o agressor aproveitou que a vítima dormia para asfixiá-lo e depois realizou o esquartejamento com uma uma faca artesanal, improvisada a partir de um pedaço de chapa, conseguindo cortar a cabeça e retirar língua e olhos da vítima. Isso ocorreu entre a noite do dia 1º e a madrugada de 2 de abril.

Para o Delegado Tayrony Espíndola, o autor tem perfil de “serial killer”, a assassino em série, sem remorso pelo que fez. “Trata-se de indivíduo extremamente articulado e sorrateiro, que aparentou ter prazer em fazer o que fez, da forma como fez. No primeiro crime, em Janeiro, ele se valeu do discurso da homofobia para justificar sua ação. Agora, a justificativa foi uma suposta ameaça perpetrada por seu comparsa e companheiro que, a propósito, era a única pessoa com quem podia conviver e ter contato dentro da Unidade Prisional”, disse o delegado.

Por

Joubertt Telles é graduado em jornalismo pelo Centro Universitário Estácio Juiz de Fora, em 2010, e possui curso de Processo de Comunicação e Comunicação Institucional pela Fundação Getúlio Vargas. Trabalha na Itatiaia Juiz de Fora desde 2016, como repórter e apresentação. Prêmio Sindicomércio de Jornalismo 2017, na categoria rádio. Prêmios do Instituto Cultura do Samba como destaque do jornalismo local, em 2016 e 2017. Já atuou na Rádio Globo Juiz de Fora, TVE e Diário Regional, além de ter desempenhado função de assessor parlamentar na Câmara Municipal de Juiz de Fora.

Por

Natural de Juiz de Fora, jornalista com graduação e mestrado pela Faculdade de Comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Experiência anterior em Rádio, TV e Internet. Gosta de esporte, filmes e livros. Editora Web na Itatiaia Juiz de Fora desde 2023. Tricampeã na categoria Web/Mídias Digitais no Prêmio Oddone Turolla de Jornalismo, do Sindicomércio JF.