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'Phubbing': psicóloga alerta sobre celular ser o vilão nos relacionamentos

De acordo com OMS, 52% dos brasileiros não conseguem passar um dia inteiro longe do aparelho e isso impacta na comunicação entre as pessoas

Por e 
Imagem de uma mão mexendo em um telefone celular
A mulher conheceu o homem na internet, e ele passou a ser seu namorado virtual • Tânia Rêgo/Agência Brasil

O uso exagerado da tecnologia tem causado mudanças na legislação. Recentemente, os celulares foram proibidos nas escolas. No entanto, não é o único ambiente onde pode interferir na rotina. Já parou para refletir como celulares e as redes sociais podem também afetar o relacionamento conjugal e o dia a dia na sua casa?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou uma pesquisa revelou que 52% dos brasileiros não conseguem passar um dia inteiro longe do aparelho. Além disso, 16% afirmam que o smartphone atrapalha o desempenho no trabalho, e outros 16% relatam impactos negativos na relação com a família.

Os celulares ocupam grande parte do tempo das pessoas, seja para trabalho, estudo ou lazer. No entanto, é preciso estar atento aos sinais, pois o uso excessivo pode interferir nos relacionamentos familiares. A psicóloga Patrícia Rossi, em entrevista à Itatiaia, explica que o uso excessivo dos dispositivos pode prejudicar a comunicação entre casais.

"Atualmente, já existe um termo em inglês para esse problema: phubbing, a junção de phone (telefone) e snubbing (esnobar), que define o ato de ignorar alguém por causa do celular. O fato de essa palavra ter sido criada já demonstra a relevância do problema. Antigamente, as famílias se reuniam à mesa para conversar, um hábito cada vez mais raro".

Ela alerta que, além disso, o celular pode prejudicar a intimidade do casal e a troca de informações no dia a dia. "Como a comunicação é essencial para qualquer relação, sua ausência pode gerar conflitos e distanciamento", enfatiza Patrícia Rossi.

Ouça a entrevista completa com a psicóloga Patrícia Rossi, no Itatiaia Entrevista.

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Désia Souza é jornalista pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), onde também cursou pós graduação em “Mídia e Cidadania” e mestrado em “Comunicação e Poder”. É coordenadora de jornalismo na Itatiaia Juiz de fora, onde também atua como âncora e repórter.

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Mayara Fernandes é natural de Juiz de Fora, graduanda em jornalismo pela Faculdade de Comunicação da UFJF. Gosta de ver filmes e ler livros. Estágiaria Web e Design Gráfico em Juiz de Fora desde abril de 2024.