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Parceria entre estudantes é tema de mostra de personagens gamers em Juiz de Fora

Mostra do projeto "A ciência que fazemos" reúne trabalhos de alunos do 8º ano da Escola Municipal Antônio Carlos Fagundes e universitários do Instituto de Artes e Design (IAD)

Por e Juiz de Fora
Thaís Vieira (esq) e Maria Luiza (dir) mostram os desenhos que criaram e estão na mostra do projeto "A ciência que fazemos" • Letícia Perani

Expressar a criatividade foi a matéria-prima que uniu estudantes em diferentes estágios de aprendizado em Juiz de Fora. O projeto de extensão "A ciência que fazemos" da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) transformou a imaginação de alunos do ensino fundamental em ilustrações de jogos digitais criadas por alunos do Instituto de Artes e Design (IAD).

O resultado deste encontro de arte, tecnologia e impacto social está em exibição no Centro de Ciências, com visitação gratuita até sexta (21).

Esta é a quarta edição da mostra realizada pelo projeto, que já promoveu exposições semelhantes no Centro de Ciências (2018), no Jardim Botânico da UFJF (2019) e no próprio IAD.

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Criação coletiva

A ação começou com uma oficina ministrada pela pesquisadora Letícia Perani, do Instituto de Artes e Design (IAD/UFJF), para turmas do 8º ano da Escola Municipal Antônio Carlos Fagundes, por meio do projeto de extensão “A ciência que fazemos”.

Na atividade, as crianças desenharam e criaram as histórias de seus próprios personagens. Em seguida, graduandos de Licenciatura e Bacharelado em Artes Visuais da UFJF assumiram o desafio de relevar as criações infantis. A proposta partiu dos universitários, como explica Letícia.

"Após as palestras sobre como é pesquisar games dentro da universidade, o que você precisa, como é a questão da arte dentro dos games, da produção. E aí os meus alunos surgiram com essa proposta de pedir para as crianças ou adolescentes fazerem desenhos de personagens que eles gostariam de ver dentro do universo dos games".

A professora ressalta que a parceria criativa é refletida na exposição. "Quando a gente começou a receber os resultados, a coordenação do projeto começou a incentivar que a gente fizesse as exposições colocando ao lado a arte da criança ou do adolescente da escola e colocando também a arte dos alunos do IAD, valorizando assim o trabalho criativo de todo mundo".

A inspiração de Maria Luiza (esq) se tornou o desenho da universitária Thais Vieira (dir) no projeto "A ciência que fazemos" • Letícia Perani
A inspiração de Maria Luiza (esq) se tornou o desenho da universitária Thais Vieira (dir) no projeto "A ciência que fazemos" • Letícia Perani

Valorização e alegria dos participantes

Para a professora Beatriz Jabour, da Escola Municipal Antônio Carlos Fagundes, a iniciativa quebra a rotina do ensino tradicional e gera um sentimento direto de valorização nos jovens.

"As visitas do Centro de Ciências, dos pesquisadores até as escolas, elas são muito positivas, trazem um diferencial ao cotidiano escolar dos alunos e eles gostam muito. Eu vejo eles mais motivados a aprenderem, podem conhecer o espaço da universidade e tiveram a oportunidade de conhecer a exposição de arte dos desenhos que eles mesmo fizeram com a pesquisadora que foi até a escola. Então é muito bem-vindo ao projeto."

O impacto para os universitários transcende a técnica e a formação aprendida na sala de aula, como ressalta a pesquisadora Letícia Perani.

"Eles conhecem como é a rotina, é a realidade das escolas que nós visitamos e também têm a oportunidade de mostrar para o público o que fazem, a partir do momento que a gente faz uma exposição de artes. Muitas vezes é a primeira exposição que estão fazendo, mostrando o trabalho para o público em geral. Traz uma experiência profissional que é muito interessante, já ter contato com a realidade das escolas especialmente as públicas e começar a entender como que funciona o ensino e como que eles podem se inserir dentro da realidade escolar", afirmou.

O desenho do estudante Augusto (esq) ganhou a versão feita pela universitária Lavínia Zulado (dir) no projeto "A ciência que fazemos" • Letícia Perani
O desenho do estudante Augusto (esq) ganhou a versão feita pela universitária Lavínia Zulado (dir) no projeto "A ciência que fazemos" • Letícia Perani

 

 

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Natural de Juiz de Fora, jornalista com graduação e mestrado pela Faculdade de Comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Experiência anterior em Rádio, TV e Internet. Gosta de esporte, filmes e livros. Editora Web na Itatiaia Juiz de Fora desde 2023. Tricampeã na categoria Web/Mídias Digitais no Prêmio Oddone Turolla de Jornalismo, do Sindicomércio JF.

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Joubertt Telles é graduado em jornalismo pelo Centro Universitário Estácio Juiz de Fora, em 2010, e possui curso de Processo de Comunicação e Comunicação Institucional pela Fundação Getúlio Vargas. Trabalha na Itatiaia Juiz de Fora desde 2016, como repórter e apresentação. Prêmio Sindicomércio de Jornalismo 2017, na categoria rádio. Prêmios do Instituto Cultura do Samba como destaque do jornalismo local, em 2016 e 2017. Já atuou na Rádio Globo Juiz de Fora, TVE e Diário Regional, além de ter desempenhado função de assessor parlamentar na Câmara Municipal de Juiz de Fora.

 

 

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