'Não acabou': Cientista político analisa resultados do 1º turno das Eleições 2026
Em entrevista à Itatiaia, Dr. Eduardo Condé aponta que a formação do Congresso trará desafios para os candidatos que disputam a presidência em 2º turno. Ele também acredita em dificuldades para Cleitinho, eleito Governador de MG

Definido o 2º turno para as eleições presidenciais com a liderança do candidato do PL, Flávio Bolsonaro, que obteve 47,03% dos votos contra o atual presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva, que obteve 45,16% dos votos.
Em participação ao vivo na apuração da Itatiaia, o professor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e cientista político Dr. Eduardo Condé, considera a diferença apertada entre os dois principais candidatos nas Eleições 2026, destacando que é importante sair na frente.
“A eleição não acabou. O Lula precisa fazer uma campanha mais agressiva para tentar inverter alguns votos e evitar que o Flávio cresça com os eleitores dos candidatos mais conservadores, que praticamente desapareceram”, analisa.
'Vai ser um Congresso difícil de lidar'
Dr. Eduardo Condé também aponta o crescimento dos partidos conservadores na Câmara e no Senado. “Se o Lula conseguir vencer, ele terá um grande desafio”, alerta o estudioso, ao prever crises ‘contratadas’ com o Supremo Tribunal Federal, com indicadores econômicos e com a política internacional.
“Serão quatro anos difíceis, inclusive para o Flávio. Ele não vai ‘gozar de um céu de brigadeiro’, mesmo tendo alguma vantagem no Congresso se ele vencer a eleição, porque é muito ruim para um país governar contratando crise. E algumas crises já estão contratadas”, decreta.

'Sem surpresas', analisa cientista político sobre resultado no Estado
Ao analisar o resultado em MG, onde o candidato Cleitinho Azevedo (Republicanos) foi eleito no primeiro turno com 55,4% dos votos, o cientista político destaca que a tendência foi apontada nas pesquisas. Ele destaca que o futuro governador terá que lidar com questões importantes, como a dívida de Minas.
“É um político que surfa na onda da ‘não política’, mas que terá que lidar com a política real a partir de agora”, reflete.
Já para o Senado, o cientista aponta a tendência de ter um representante de cada partido e a derrota de Carlos Viana (PSD), que apostou todas as fichas da CPMI do INSS. “Ficamos com um nome mais conservador e a Marília, que sempre foi apontada como uma das preferidas ao cargo”, finaliza.
No Senado, Domingos Sávio (PL) foi o mais votado, com 24,21% dos votos, seguido por Marília Campos (PT), com 19,44%. Carlos Viana (PSD) teve 17,46% dos votos.
Ouça o Itatiaia Entrevista
Désia Souza é jornalista pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), onde também cursou pós graduação em “Mídia e Cidadania” e mestrado em “Comunicação e Poder”. É coordenadora de jornalismo na Itatiaia Juiz de fora, onde também atua como âncora e repórter.


