Justiça condena integrantes de organização criminosa em sistema prisional de MG
Policiais penais, servidores públicos e detentos foram presos durante a Operação Tabernus em 2024 em Juiz de Fora

A Justiça condenou policiais penais, servidores públicos e detentos pela prática de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, associação para o tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e outros crimes cometidos no interior do sistema prisional de Juiz de Fora.
A sentença que acolheu parcialmente denúncia oferecida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) foi proferida no dia 9 de abril, pelo Juízo da 3ª Vara Criminal da Comarca de Juiz de Fora.
Oito foram condenados a penas que variam entre oito e 19 anos de reclusão, a serem cumpridos inicialmente em regime fechado. A pedido do Ministério Público, a Justiça também determinou a perda do cargo público dos policiais penais condenados, além da interdição para o exercício de função pública pelo prazo legal após o cumprimento da pena.
Operação Tabernus
Eles foram presos na Operação Tabernus, deflagrada em 2024, dentro da investigação que apurou um esquema estruturado para a entrada de drogas, celulares e outros itens ilícitos em unidade prisional, com a participação de agentes públicos que se valiam das funções exercidas para facilitar as práticas criminosas.es
De acordo com os autos, os condenados integravam uma organização criminosa estável e permanente, responsável por viabilizar a entrada de materiais proibidos no estabelecimento prisional mediante o pagamento de vantagens indevidas por detentos e familiares.
As investigações demonstraram ainda a movimentação de valores expressivos, incompatíveis com a renda declarada de alguns dos envolvidos, além do uso de contas bancárias de terceiros para ocultar e dissimular a origem ilícita dos recursos.
A materialidade e a autoria dos crimes foram comprovadas por meio de interceptações telefônicas, quebras de sigilo bancário e telemático, análises financeiras, além de depoimentos de presos, familiares e agentes públicos.
Joubertt Telles é graduado em jornalismo pelo Centro Universitário Estácio Juiz de Fora, em 2010, e possui curso de Processo de Comunicação e Comunicação Institucional pela Fundação Getúlio Vargas. Trabalha na Itatiaia Juiz de Fora desde 2016, como repórter e apresentação. Prêmio Sindicomércio de Jornalismo 2017, na categoria rádio. Prêmios do Instituto Cultura do Samba como destaque do jornalismo local, em 2016 e 2017. Já atuou na Rádio Globo Juiz de Fora, TVE e Diário Regional, além de ter desempenhado função de assessor parlamentar na Câmara Municipal de Juiz de Fora.



