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Juiz de Fora é a primeira parada da 'Ocupação Giramundo 2026'

Ação celebra os 55 anos do Grupo Giramundo. Palestra formativa e apresentações gratuitas serão entre próxima sexta (1º) e domingo (3)

Por, Juiz de Fora
Personagens do espetáculo "Um baú de fundo fundo", do Grupo Giramundo • Beth Freitas

Juiz de Fora será a primeira parada da circulação do projeto “Ocupação Giramundo 2026”, que celebra os 55 anos do Grupo Giramundo. A programação segue de sexta-feira (1º) a domingo (3), com atividades gratuitas que incluem dois espetáculos e uma palestra sobre os processos criativos do grupo.

A abertura da ocupação é na sexta (1º), às 15h, com a palestra “Processo Giramundo”, no Cinema Alameda (Alameda Shopping). As inscrições já estão abertas e são realizadas a partir de formulário online.

Já no Teatro Paschoal Carlos Magno, o público poderá assistir às apresentações dos espetáculos “Cobra Norato”, no sábado (2), às 19h, e “Um baú de fundo fundo”, no domingo (3), às 17h. Os ingressos estarão disponíveis para retirada 1h antes de cada espetáculo.

Após a estreia em Juiz de Fora, o projeto segue para Viçosa, na Zona da Mata e Uberaba,no Triângulo Mineiro. Ao todo, a circulação prevê seis apresentações, duas em cada cidade, além de encontros formativos voltados a artistas, estudantes e interessados no teatro de bonecos.

A “Ocupação Giramundo” é realizada em parceria com a Trama e conta com o patrocínio da Cemig, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura. 

Espetáculo "Cobra Norato" do Grupo Giramundo • Divulgação
Espetáculo "Cobra Norato" do Grupo Giramundo • Divulgação

As atrações

A palestra “Processo Giramundo” apresenta ao público os caminhos criativos do grupo, sua pesquisa estética e o desenvolvimento técnico ao longo de mais de cinco décadas. A atividade é aberta ao público e especialmente voltada a artistas locais e interessados no teatro de bonecos, com participação gratuita e sujeita à lotação.

Outro destaque da programação são duas montagens marcantes da trajetória do grupo. “Cobra Norato”, inspirado na obra de Raul Bopp, é considerado um dos trabalhos mais emblemáticos do Giramundo.

Criado a partir de referências do Modernismo brasileiro, o espetáculo utiliza mais de 70 bonecos e dialoga com tradições populares e internacionais do teatro de animação, incorporando elementos da cerâmica do Vale do Jequitinhonha, da estatuária Carajá e africana.

Já “Um baú de fundo fundo”, de 1975, reúne histórias, lendas e cantigas da cultura mineira. A montagem marcou o período formativo do grupo, trazendo inovações técnicas como o uso de bonecos de fio e sombras, além de uma cenografia multifuncional que contribuiu para a consolidação artística do Giramundo.

Ouça a entrevista com o diretor do Giramundo, Marcos Malafaia.

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*Escrita por Michel Santos sob supervisão de Roberta Oliveira

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Graduando em jornalismo pela UFJF, Michel Santos é estagiário da Itatiaia em Juiz de Fora. Apaixonado por esportes, videogames e fã aficcionado de automobilismo.