Guildas Medievais: operação combate organização criminosa na Zona da Mata
Ação do Ministério Público e da Polícia Civil investiga corrupção, lavagem de dinheiro e controle ilegal do mercado de placas automotivas por grupo estruturado em núcleos

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) da Zona da Mata, do Ministério Público de Minas Gerais, e a Polícia Civil deflagraram, nesta quinta-feira (21), a operação Guildas Medievais.
O objetivo foi desarticular organização criminosa que atua na região, voltada à prática de crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e formação de cartel relacionados à fabricação e estampagem de placas automotivas.
Foram cumpridos 37 mandados judiciais em Muriaé, Perdões, Ubá, Visconde do Rio Branco, Belo Horizonte e Rio de Janeiro: 19 mandados de busca e apreensão, 10 medidas cautelares de monitoramento eletrônico e oito determinações de suspensão de atividades de empresas ligadas à estampagem e comercialização de placas veiculares.
Um médico de Ubá, alvo das medidas cautelares, foi preso em flagrante. O nome dele não foi divulgado. As equipes apreenderam mais de R$ 30 mil em espécie, além de aparelhos eletrônicos, computadores, uma arma de fogo e diversos materiais de interesse das investigações.
Controle de mercado
Segundo o MPMG, os investigados se dividiram em núcleos de atuação - coação, contábil e financeiro -, aliciando empresas do setor para participarem de um esquema de cartel. O grupo buscava controlar o mercado e restringir a concorrência, mediante fixação artificial de preços e manipulação da oferta de produtos.
Os envolvidos realizavam o controle do faturamento declarado por dezenas de empresas e, depois, distribuíam os lucros entre os participantes, conforme critérios internos, como o tempo de atuação no mercado.
Conforme o órgão, há ainda indícios de que o grupo utilizava pessoas interpostas (“laranjas”) para a prática de lavagem de dinheiro e outras irregularidades, além de empregar coação e ameaça contra empresários que tentavam resistir à adesão ao esquema. Também é apurada a participação de agentes públicos no esquema investigado.
Joubertt Telles é graduado em jornalismo pelo Centro Universitário Estácio Juiz de Fora, em 2010, e possui curso de Processo de Comunicação e Comunicação Institucional pela Fundação Getúlio Vargas. Trabalha na Itatiaia Juiz de Fora desde 2016, como repórter e apresentação. Prêmio Sindicomércio de Jornalismo 2017, na categoria rádio. Prêmios do Instituto Cultura do Samba como destaque do jornalismo local, em 2016 e 2017. Já atuou na Rádio Globo Juiz de Fora, TVE e Diário Regional, além de ter desempenhado função de assessor parlamentar na Câmara Municipal de Juiz de Fora.
Natural de Juiz de Fora, jornalista com graduação e mestrado pela Faculdade de Comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Experiência anterior em Rádio, TV e Internet. Gosta de esporte, filmes e livros. Editora Web na Itatiaia Juiz de Fora desde 2023. Tricampeã na categoria Web/Mídias Digitais no Prêmio Oddone Turolla de Jornalismo, do Sindicomércio JF.




