CRECI realiza ação de fiscalização em condomínios de Juiz de Fora
Iniciativa, de caráter preventivo, tem o objetivo de conscientizar sobre o risco de intermediações comerciais realizadas por profissionais não habilitados

O Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Minas Gerais (CRECI-MG) realiza, nesta terça (18), uma blitz de orientação e fiscalização em condomínios residenciais de Juiz de Fora.
O objetivo é conscientizar síndicos, porteiros, administradoras e moradores sobre os riscos de negociar imóveis com pessoas que não possuem registro profissional e reforçar a importância da presença de um corretor de imóveis nessas negociações.
"O corretor de imóveis tem formação profissional. Ele sabe atender, fazer planilhas, habilitar um cliente em uma plataforma. Ele conhece a documentação e consegue dar segurança ao cliente durante as negociações", relata Eliane Matta, diretora secretária do CRECI, em participação no quadro Itatiaia Entrevista.
Ouça.
Exercício ilegal da profissão preocupa categoria
Dados apresentados pelo Conselho indicam que, de janeiro a agosto de 2026, o CRECI-MG já registrou 62 denúncias e notícias de possíveis irregularidades em Juiz de Fora.
No período, foram lavrados 882 documentos de fiscalização, entre eles 623 Autos de Constatação, 189 notificações, 22 Autos de Infração Ética e 48 autos relacionados ao exercício ilegal da profissão.
Sobre o exercício ilegal da profissão, o conselho orienta que a intermediação de compra, venda e locação de imóveis é uma atividade regulamentada e deve ser exercida por profissional devidamente inscrito no CRECI.
A ação desta terça tem caráter preventivo. O público alvo são síndicos, funcionários de portaria e administradoras, que podem contribuir para evitar que pessoas não habilitadas tenham acesso aos moradores para oferecer serviços de intermediação imobiliária. O presidente do CRECI-MG, Ricardo Mendes, estará presente nas ações realizadas na cidade.
O CRECI também aponta os riscos na atuação de falsos corretores. Entre eles, prejuízos financeiros, contratos irregulares, retenção indevida de valores e negociações envolvendo imóveis com impedimentos legais.
Désia Souza é jornalista pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), onde também cursou pós graduação em “Mídia e Cidadania” e mestrado em “Comunicação e Poder”. É coordenadora de jornalismo na Itatiaia Juiz de fora, onde também atua como âncora e repórter.



