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Pesadelo na Cozinha no Café Cultura mostra sujeira extrema e choca o público: 'Imundície'

Após o programa, local foi reformado, limpo e recebeu elogios de Érick Jacquin: 'Agora, o Café Cultura é só orgulho em BH!'

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Amazon Prime/ Reprodução

Choques elétricos, sujeira extrema, falhas estruturais, mau cheiro e falta de ventilação chamaram a atenção do público no episódio de Pesadelo na Cozinha no tradicional Café Cultura, localizado no cruzamento das ruas Timbiras e Bahia, no bairro Lourdes, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. O conteúdo já está disponível nas plataformas de streaming.

“Estou em choque com esse episódio do Pesadelo na Cozinha lá no Café Cultura Bar. A imundície na cozinha”, escreveu um usuário no X.

No programa, Érick Jacquin enfrenta o desafio de reorganizar o restaurante de Rafael Leite, que está à frente do local há mais de 15 anos e é ex-jogador de futebol. O episódio será exibido na tela da Band às 22h30 desta terça-feira (7) e também no aplicativo Bandplay.

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Dentro do local, o programa identificou uma série de problemas graves. As instalações elétricas estavam completamente expostas, e os fios chegaram a provocar choques nos funcionários. O ambiente também é descrito como extremamente sujo, com presença de insetos, além de apresentar falhas estruturais — como a passagem de pratos por uma pequena janela quase rente ao chão.

Panela de pressão

Em um dos momentos, Jacquin se depara com uma panela de pressão com grande acúmulo de sujeira e gordura e pergunta se ela é usada. Rafael diz que não, e Jacquin a joga no lixo. No entanto, no dia seguinte, o utensílio aparece novamente entre os itens em uso.

O desafio proposto a Rafael foi limpar uma panela que, segundo uma das funcionárias, estava em condições críticas. Nas imagens, ele aparece se esforçando, mas demonstra resistência em reconhecer o nível de sujeira do objeto. No teto da cozinha, é possível ver uma camada grossa de gordura pingando sobre o fogão, igualmente sujo.

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'Aqui é um lixo'

Uma das funcionárias afirmou que, “em dois anos,  recebeu material uma vez”, referindo-se a vasilhas. Ao ser questionado se considera o restaurante limpo, Rafael afirma que acredita que pode melhorar. Jacquin rebate, dizendo que fogão e geladeira estavam “podres”.

Jacquin convida o jornalista gastronômico mineiro Daniel Neto, o Nenel, para experimentar os pratos. Na ocasião, Nenel aprovou o tropeiro, mas apontou problemas na costelinha. “A composição, no geral, não estava legal”, disse.

Jacquin  é mais enfático: “Aqui é um lixo.” O chef também questiona o que haveria de cultura no bar, afirmando que, se fosse o caso, seria “cultura da sujeira”.

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Negação da sujeita

Em outro momento, com a ajuda de um ator, Fabiano Persi, eles realizam uma dinâmica no Parque das Mangabeiras, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Na atividade, o ator interpreta Rafael, respondendo ao chef francês sem considerar a gravidade das situações.

Em uma das cenas, a câmera chega a filmar uma barata, e Rafael afirma se tratar de uma formiga.

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Novo cardápio

Após as reformas e a limpeza, o bar ganhou um novo ar, com decoração, utensílios de cozinha limpos e novos, além de novos uniformes.

Rafael apareceu emocionado. Um novo cardápio foi criado, com diversos pratos mineiros, como canjiquinha mineira com costelinha de porco, servida com purê de mandioca.

O episódio foi em janeiro e chamou a atenção de muitos curiosos que acompanhavam a ação de Jacquin no local e queriam saber mais sobre o programa.

No mês passado, Jacquin aproveitou sua passagem por Belo Horizonte para visitar o restaurante. Em vídeo publicado nas redes sociais em 14 de março, o chef elogiou o bar. “Vergonha da profissão? Não mais! Agora, o Café Cultura é só orgulho em BH!”, afirmou o francês.

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Falta de fiscalização?

Os problemas parecem ter sido solucionados, mas a fiscalização do local chamou a atenção de usuários nas redes sociais. “O dono ali estava tentando matar os funcionários e os clientes. Sem coifa, fiação elétrica toda exposta, barata, panelas nunca limpas, um monte de gambiarra. Papelão com gordura por todo lado”, disse um internauta.

Após o programa pintar a fachada do local, veio a público que o imóvel é tombado e só pode passar por intervenções autorizadas pelo Patrimônio Cultural do Município, que não teria sido previamente consultado.

“O tombamento apareceu por conta da pintura, mas fico me perguntando como deram um alvará para esta bomba. Não deveria ter tido reforma nenhuma. Este estabelecimento deveria ter sido fechado”, acrescentou o mesmo usuário do X.

A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) para obter informações sobre a pintura no prédio tombado, o alvará de funcionamento e a última fiscalização da Vigilância Sanitária. Também procurou o restaurante e aguarda retorno.

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Pesadelo na Cozinha

No comando do programa, Jacquin enfrenta a tarefa de salvar restaurantes que estão à beira do fechamento. Ele avalia desde a qualidade técnica dos pratos e a higiene da cozinha até a organização administrativa e o relacionamento, muitas vezes conturbado, entre os funcionários.

Com seu estilo característico — direto, rigoroso e sem filtros —, o chef aponta as falhas que estão levando o negócio ao prejuízo e propõe mudanças drásticas.

As intervenções podem incluir a reformulação total do cardápio, reformas na estrutura física e uma nova postura na gestão. O objetivo final é recuperar a credibilidade do local e devolvê-lo ao caminho do sucesso.

 

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Formou-se em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.