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Review - Orbitals é um co-op encantador, mas deixa 'gostinho' de quero mais

Exclusivo do Nintendo Switch 2, jogo da Shapefarm combina quebra-cabeças criativos, humor e visual inspirado em animes clássicos, mas poderia aprofundar a história e oferecer uma campanha mais longa

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Orbitals é exclusivo de Nintendo Switch 2
Orbitals é exclusivo de Nintendo Switch 2 • Divulgação/Shapefarm

Orbitals nem chegou e já é mais um co-op na lista de 'essenciais'. Exclusivo do Nintendo Switch 2, o jogo da Shapefarm coloca duas pessoas no controle de Maki e Omura, exploradores espaciais que precisam combinar habilidades para avançar por cenários, resolver quebra-cabeças e enfrentar os perigos pelo caminho. A proposta funciona melhor quando os jogadores conversam e coordenam cada movimento, embora alguns desafios não sejam tão difíceis assim.

A Itatiaia recebeu uma versão do jogo para Nintendo Switch 2 e testou a aventura no cooperativo local.

A proposta é simples, mas funciona. Em vez de transformar os protagonistas em personagens com habilidades exclusivas, Orbitals permite que Maki e Omura compartilhem ferramentas e alternem funções. A dinâmica abre espaço para diferentes soluções e evita que um dos jogadores fique preso a uma única tarefa durante toda a aventura.

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Puzzles e cooperação são o coração de Orbitals

A campanha combina exploração em terceira pessoa, plataforma e quebra-cabeças. Para avançar, os jogadores precisam manipular objetos, abrir caminhos e coordenar ações com ferramentas como um lançador de água, um gancho, um canhão de energia e até um microondas. Em determinados trechos, a dupla assume o controle de uma nave: uma pessoa pilota enquanto a outra opera a artilharia.

A variedade é um dos principais méritos do jogo. Os desafios mudam de uma área para outra e, conforme novas ferramentas aparecem, mecânicas já conhecidas ganham outras possibilidades. O progresso depende tanto de entender o funcionamento dos equipamentos quanto de manter uma boa comunicação com quem está do outro lado da tela.

Puzzles em Orbitals são bem desenvolvidos • Divulgação/Shapefarm
Puzzles em Orbitals são bem desenvolvidos • Divulgação/Shapefarm

Nem todos os enigmas, porém, explicam suas regras com a mesma clareza. Há momentos em que a solução surge após uma sequência de tentativas, e nem sempre fica evidente por que determinada combinação funcionou. Ao mesmo tempo, para aqueles já acostumados com jogos do gênero, como It Takes Two e Split Fiction, Orbitals parece estar um degrau abaixo no nível de dificuldade.

A experiência não oferece uma alternativa para jogar sozinho: a cooperação é obrigatória do começo ao fim.

Atenção aos controles para jogar localmente

No Nintendo Switch 2, é necessário ter dois pares de Joy-Con ou um par de Joy-Con e um controle compatível para jogar localmente com duas pessoas. Na prática, quem possui apenas os controles que acompanham o console precisará de um conjunto adicional ou de um Pro Controller para aproveitar a campanha em dupla.

Omura e Maki, protagonistas de Orbitals • Divulgação/Shapefarm
Omura e Maki, protagonistas de Orbitals • Divulgação/Shapefarm

Um anime jogável dos anos 1980 e 1990

Se a cooperação sustenta a jogabilidade, a direção artística é o elemento que primeiro chama a atenção. Orbitals resgata referências visuais dos animes das décadas de 1980 e 1990, com cenários espaciais coloridos, personagens expressivos e animações que remetem à estética de produções exibidas em VHS, com cenários intencionalmente representados em 12fps e 24fps.

A escolha não se limita às cenas cinematográficas. A própria movimentação durante o jogo preserva esse estilo, criando uma identidade consistente entre narrativa e gameplay. O resultado é um universo que convida à exploração, seja para admirar uma paisagem, encontrar pequenos detalhes ou descobrir as atividades espalhadas pela nave.

A trilha sonora com Mami Ayukawa e a dublagem (que está perfeita em português) também contribuem para a personalidade da aventura. O humor ganha força nas conversas entre Maki e Omura, cuja amizade dá leveza à jornada. Entre as missões, a nave funciona como ponto de descanso, com minigames e interações opcionais que ajudam a dar vida ao ambiente, desde pular corda, até disputar para ver quem tem o soco mais forte.

Estética de anime é o grande trunfo visual de Orbitals • Divulgação/Shapefarm
Estética de anime é o grande trunfo visual de Orbitals • Divulgação/Shapefarm

História simpática, mas pouco desenvolvida

Maki e Omura são jovens exploradores que precisam proteger sua comunidade espacial de uma ameaça cósmica. Para isso, percorrem diferentes regiões em busca de recursos e soluções que ajudem a manter seu lar seguro. A trama também envolve a origem da situação em que a população se encontra e o futuro dos protagonistas.

A narrativa cumpre bem a função de conectar as fases e valorizar a relação entre os personagens, mas não tem a mesma força que a jogabilidade. Alguns coadjuvantes recebem pouco espaço, e temas que poderiam ganhar maior profundidade acabam tratados de maneira breve. Ainda assim, a dupla principal é carismática, e o roteiro encontra bons momentos de humor e emoção, além de um bom plot twist no final.

A duração contribui para manter o ritmo, mas deixa vontade de ver mais. A campanha pode ser concluída em poucas horas, até mesmo em apenas um dia, dependendo do ritmo da dupla e do tempo dedicado à exploração. Para quem procura uma aventura cooperativa direta, isso pode ser uma vantagem; para quem espera uma jornada espacial mais extensa, é uma limitação.

Vale a pena jogar Orbitals no Nintendo Switch 2?

Orbitals não reinventa os jogos cooperativos, mas encontra uma identidade própria ao unir quebra-cabeças que exigem colaboração a uma apresentação inspirada em animes clássicos. Seus melhores momentos aparecem quando os dois jogadores precisam combinar ferramentas, trocar responsabilidades e descobrir juntos como avançar.

A história pouco aprofundada e a campanha curta impedem que o jogo alcance todo o potencial de sua proposta. Ainda assim, a experiência é envolvente, tem muita personalidade visual e sonora e oferece motivos para continuar jogando até os créditos.

Para quem tem Nintendo Switch 2 e alguém com quem dividir a aventura, Orbitals é uma boa escolha. Só vale conferir antes se há controles suficientes.

Nota: 4,6/5

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Jornalista formado pelo Centro Universitário de Belo Horizonte - UniBH. Já atuou em diversas áreas do jornalismo, como assessoria de imprensa, redação e comunicação interna. Apaixonado por esportes em geral e grande entusiasta de games.

 

 

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